Cirurgia plástica

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Saiba até quantos anos ela pode rejuvenescer o seu rosto

Cirurgia plástica

Não adianta, não existe mulher no mundo que não sonhe em permanecer com o rosto jovem por toda a vida. Porém, infelizmente, querer não é poder e para manter a pele lisa livre das marcas da idade algumas técnicas um pouco mais invasivas muitas vezes são necessárias. Entretanto, segundo o cirurgião plástico e diretor do Centro de Medicina Integrada, Ruben Penteado, a decisão de se submeter a uma cirurgia estética facial é geralmente uma experiência gratificante e que "vale a pena" para a maioria dos pacientes. "A oportunidade de rejuvenescer o olhar ou de aparentar um ar menos cansado contribui para a melhora da autoestima de muitos indivíduos", observa.

Hoje, os objetivos da cirurgia estética facial são melhorar a aparência e tentar ‘voltar o relógio’, mas é difícil avaliar com precisão o quanto as mudanças relacionadas à idade podem ser revertidas por meio da cirurgia de rejuvenescimento facial. "É preciso que o cirurgião plástico explique ao paciente as limitações relacionadas às cirurgias de rejuvenescimento facial, incluindo o entendimento de que o objetivo do procedimento não é alterar drasticamente a aparência do paciente, evitando, assim a criação de um ar artificial no rosto. Parte da interação entre o cirurgião plástico e o paciente abrange a delicada tarefa de gerir as expectativas e transmitir resultados realistas a respeito das intervenções cirúrgicas faciais", explica o médico.

Visando estabelecer padrões e critérios para quantificar o quanto a cirurgia plástica facial pode ajudar as pessoas a se sentirem mais atraentes, pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, realizaram um estudo que utilizou fotos do antes e do depois de 60 pacientes que se submeteram a cirurgias plásticas faciais, sendo que todos os pacientes tinham entre 45 e 72 anos, quando realizaram a cirurgia. Deste grupo, 22 pacientes tinham se submetido a um lifting de rosto e pescoço; 17 tinham feito um lifting de rosto e pescoço e uma blefaroplastia, e 21 fizeram um lifting de rosto, pescoço e testa, além de uma blefaroplastia. Agora, sabe qual o procedimento mais eficaz contra o envelhecimento da pele?

Para descobrir as técnicas mais eficazes os pesquisadores mostraram as fotos dos pacientes a um grupo de 40 alunos do primeiro ano de Medicina, pedindo-lhes para estimar a idade dos pacientes, antes da cirurgia e, também, a mudança percebida após a cirurgia. De acordo com a resposta dos participantes, os pesquisadores descobriram que os pacientes que tinham realizado o lifting de rosto e de pescoço aparentavam 5,7 anos mais jovens; os pacientes que tinham feito os dois procedimentos e a blefaroplastia, pareciam 7,5 anos mais jovem; e, por fim, os que haviam feito mais de três cirurgias, pareciam 8,4 anos mais jovens. Ou seja, os procedimentos cirúrgicos funcionam sim, mas é importante manter o bom senso.

"É importante destacar que as descobertas não significam que se submeter a mais procedimentos é melhor em termos de rejuvenescimento. Os pacientes chegam aos consultórios com diferentes queixas. São estas insatisfações que irão auxiliar o cirurgião na aferição do que cada paciente deseja e qual será a indicação cirúrgica apropriada para cada caso", explica Ruben Penteado.

Apesar da pesquisa apontar resultados positivos, medir o sucesso prévio em uma cirurgia plástica facial é uma tarefa difícil, principalmente devido à natureza subjetiva dos resultados e aos diferentes níveis de expectativas dos pacientes. "O estudo canadense representa esforços iniciais para quantificar o grau de mudança da idade percebida, após a cirurgia de rejuvenescimento facial, proporcionando uma medida objetiva do sucesso cirúrgico. Os dados indicam uma redução significativa e consistente da idade aparente, após a cirurgia estética facial. Este efeito torna-se mais substancial quando o número de procedimentos cirúrgicos é maior. Estes resultados quantitativos podem ser usados para facilitar as discussões pré-operatórias e para oferecer aos pacientes um melhor senso de resultados, criando expectativas mais realistas", conclui o cirurgião.

Por Paula Perdiz

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