Cirurgias plásticas associadas - cuidados no pré-operatório

cirurgias plásticas associadas

Elas ainda almejam um corpo com curvas, apesar de os padrões de beleza internacionais ditarem a moda das mulheres magras e retas. Em terceiro lugar na pesquisa da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), as brasileiras procuram cirurgiões principalmente em busca de ter seios e nádegas maiores, e para tanto fazem mais de uma cirurgia ao longo da vida.

Para conquistar um corpinho curvilíneo, com a barriguinha sarada e cinturinha de pilão, elas ainda recorrem à lipoaspiração.

Em busca do corpo perfeito, e com curvas, muitas delas correm sérios riscos quando se submetem a cirurgias. Edith Kawano Horibe, especialista e membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, explica que em alguns tipos de cirurgias associadas, ou seja, quando duas são feitas no mesmo dia, o risco é semelhante àquele em uma única cirurgia. "Mas, se forem realizadas muitas de porte grande, pode aumentar o risco sim. É importante explicar que existem cirurgias que podem ser feitas juntas, mas qualquer cirurgia, mesmo que simples, exige cuidados pré e pós operatórios", esclarece.

Em relação aos intervalos entre um procedimento e outro, a cirurgiã afirma que este período varia para cada paciente. "Depende muito de qual cirurgia e da condição clínica de cada mulher. Essas condições são definidas pelos exames laboratoriais e clínicos. Então não há como definir exatamente o tempo".

Quando os exames indicarem perfeitas condições de saúde para a cirurgia, e o paciente for jovem, Horibe afirma a associação das cirurgias geralmente é permitida. "Pode-se fazer então o rejuvenescimento da pálpebra e ao mesmo tempo corrigir a flacidez do pescoço. Fazer plástica de pálpebras e da mama, lipoaspiração e abdômen, mama com a face, peeling químico com a cirurgia da face, entre outras. Três cirurgias ao mesmo tempo não são aconselháveis", aponta.

Para a cirurgiã, passar por duas cirurgias no mesmo dia traz algumas vantagens, como, ganhar tempo na recuperação, na internação hospitalar, fora isso ainda vai diminuir os gastos com honorários da equipe média.

Nestes casos, mais do que nunca, é preciso procurar um profissional experiente e com boas recomendações. A cirurgiã esclarece que logo na primeira consulta o paciente deve contar toda a história de vida em relação à saúde. "O médico deve levantar o máximo de informações sobre ele, fazendo perguntas sobre história pessoal, antecedentes familiares, alergias, etc, para depois ser submetido ao exame físico", acrescenta. Além dos exames pré cirúrgicos e também radiológicos, no caso de mamas e outros órgãos, o profissional deve tirar fotografias e estudar o caso.

Antes de procurar algum médico cirurgião é preciso antes de mais nada observar junto à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica se o nome deste profissional consta como especialista e se ele é membro titular. Para ser considerado cirurgião plástico, o médico precisa cursar 6 anos de medicina, mais 2 anos de cirurgia geral (residência) e mais 3 anos de formação de residência ou estágio de cirurgia plástica.

"Depois de todos esses anos de estudos, o profissional precisa realizar trabalhos, pesquisas e fazer os exames para obter a titulação de especialista em cirurgia plástica, pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e a Associação Médica Brasileira, e se aprovado, é considerado membro titular de cirurgia plástica", explica a médica.

Também é importante observar se o hospital ou clínica estão credenciados para a realização de cirurgias plásticas. E por precaução, marque uma consulta inicial com mais de um médico, para você mesma comparar as condutas e opiniões de cada um.

A cirurgiã também aponta que nesta primeira etapa o médico deve se mostrar preocupado com as suas expectativas, considerar as suas reações e sempre esclarecer as possíveis dúvidas. Quando perguntado sobre as suas qualificações profissionais, experiência e formas de pagamento, ele deverá respondê-las com naturalidade.

Mais do que isso, ele deve deixar claro sobre os riscos do procedimento e complicações. E, finalmente, se mostrar fotografias de outros pacientes, do antes e depois, como forma de ilustração, ressaltar que o resultado não é exatamente o mesmo.

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