Como manter a voz sempre jovem?

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Como manter a voz sempre jovem

Os anos passam e a maioria das pessoas começam a se preocupar em manter o corpo saudável e a pele jovem. Poucos, no entanto, prestam atenção a um aspecto importante, capaz de denunciar imediatamente a idade de alguém: a voz.

Como as outras partes do corpo, ela fica "flácida". Não nos damos conta, mas a voz muda ao longo da vida. Tanto isso ocorre que sem muita dificuldade podemos identificar, ao telefone, se o interlocutor é uma criança, um jovem ou um idoso.

Mas não há motivo para desespero: existem cuidados que podem evitar que a voz fique trêmula e sem força. A fonoaudiologia se dedica cada vez mais a uma nova especialidade: a estética da voz. "Os tratamentos podem ter como objetivo minimizar os efeitos do tempo, dos hormônios e do tabagismo sobre a voz ou simplesmente deixá-la mais bonita e agradável. Consistem, basicamente, em exercícios de respiração e outros que envolvem a pronúncia dos chamados sons facilitadores. A repetição desses sons, sob orientação profissional, ‘recondiciona’ as cordas vocais, melhorando suas condições biomecânicas", explica a fonoaudióloga Maria Aparecida Coelho, de São Paulo.

Segundo ela, a voz tem sua máxima eficiência entre 25 e 45 anos de idade. "A partir daí, processos como atrofia dos músculos que formam as cordas vocais, perda da elasticidade de seus ligamentos, inchaço e calcificação das cartilagens da laringe vão fazendo com que a voz perca velocidade, potência e, em alguns casos, comece a apresentar leves tremores", esclarece Maria.

Algumas alterações, como as que ocorrem durante o período menstrual e a gravidez, são passageiras. Mudanças hormonais fazem com que, nos dois casos, as cordas vocais fiquem inchadas e irritadas. "Em razão desse inchaço, a voz fica um pouco mais grossa e rouca", complementa a especialista. Para quase 50% das mulheres, no entanto, a mudança mais importante - e permanente - acontece durante a menopausa. A baixa na taxa de hormônios femininos pode resultar em uma voz perceptivelmente mais grave e áspera.

Aos 58 anos, a diferença se tornou notável para Bruna Garcia. "Quando cheguei à menopausa, senti uma diferença enorme. Para melhorar, procurava fazer gargarejo pelo menos duas vezes por dia, mas não teve efeito. Até que procurei uma especialista e passei a fazer exercícios diariamente. Senti que houve uma melhora, mas não da forma que desejava", conta.

Para a fonoaudióloga Maria Aparecida, os gargarejos são paliativos. Eles só cumprem sua função quando a pessoa está com dor de garganta ou faringite. "Por outro lado, o consumo de chás, como os de romã ou de gengibre, é benéfico para a voz".

Há, ainda, exercícios que ensinam a "calibrar a voz". Por meio da repetição de sons facilitadores, o paciente aprende a deslocar o foco da voz, fazendo com que ela, em vez de parecer saída do fundo da garganta, dê a impressão de brotar da ponta dos lábios - menos gutural e mais leve.

Quem também pode sofrer com problemas na voz é o tabagista, o qual, normalmente, apresenta voz grossa, causada por um inchaço provocado pela inflamação das cordas vocais. "Os exercícios que o fonoterapeuta indicará nesse caso não diferem muito daqueles prescritos para diminuir o inchaço das cordas causado pelas alterações hormonais na menopausa. Mas, ao melhorar a circulação sanguínea, eles também favorecerão a eliminação de toxinas, o que reduz a formação do pigarro - o ‘ran-ran’ do fumante, que tem a secreção mais grossa, agride ainda mais as cordas vocais. Assim como pigarrear, falar alto demais e expor-se exageradamente ao ar condicionado são alguns dos hábitos inimigos de uma bela voz", conclui a especialista.

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