Esther Góes

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Esther Góes

"Nunca me abandonei". É assim que Esther Góes justifica sua boa forma e vitalidade. A atriz que já atuou nas principais emissoras nacionais (SBT, Globo, Record, Manchete, Bandeirantes, Cultura e Tupi), acredita na naturalidade para cuidar da beleza e da saúde. Porém, ela confessa que a correria do dia-a-dia atrapalha sua dieta, pois raramente sobra tempo para cuidar da vida pessoal.

Atualmente, a atriz se divide entre as gravações da novela "Amor e Intrigas", da Rede Record, no Rio de Janeiro, e as apresentações da peça "Determinadas Pessoas - Weigel", em São Paulo. Ela é a estrela do monólogo no papel de Helene Weigel, militante alemã do século XX. O espetáculo é dirigido pelo filho de Esther Góes, o também ator Ariel Borghi, de 34 anos.

ENTREVISTA AO CYBERDIET

Você atua na televisão e no teatro ao mesmo tempo, em duas cidades diferentes. Esse ritmo interfere na sua alimentação?

Moro em São Paulo e gravo a novela no Rio de Janeiro. Uso a ponte-aérea diversas vezes por semana. O excesso de trabalho leva a gente a comer com pouco cuidado e a falta de tempo contribui para o sedentarismo. Minha carreira não permite que eu tenha horários fixos de refeições. Às vezes, vou jantar só de madrugada, após um espetáculo. Com mais tempo, pretendo retomar as atividades físicas e controlar melhor minha alimentação.

Quando tem tempo, você pratica algum exercício físico?

Sim, adoro exercícios. Faço ioga, ginástica e caminhada. Já fiz muitas peças que precisavam de maior esforço físico, mas sempre fiz exercícios específicos para o trabalho, como a dança, por exemplo. Na verdade, o que mais necessito para fazer meus espetáculos é repouso. Prefiro ficar mais calma, tranqüila e poupar minha energia. Acho muito importante respeitar o corpo com repouso físico. Não adianta impor ao organismo mais coisas do que ele é capaz.

Você tem tendência a engordar?

Depende do momento, mas sempre tive tendência para emagrecer. De uns tempos para cá, meu organismo não está gastando tanta energia. Quando inverto isso, meu corpo responde bem e emagreço.

Tem alguma restrição no cardápio?

Não gosto de carnes gordurosas. Gosto de verduras e legumes. Luto contra massas e doces, mas me divirto com saladas e adoro frutas. É preciso saber qual nível de permissão devemos nos dar. Às vezes, não vale a pena lutar contra um quilinho a mais por estética e se privar de um monte de coisas.

Quais são os cuidados que você tem com a pele?

Adoro fazer hidratação, nutrição, tudo dentro de uma linha natural. A pele precisa repor toda vitalidade que perde com o cansaço. Sempre preferi me dedicar à prevenção do desgaste ao invés de esperar muito tempo para fazer alguma intervenção cirúrgica. Se você retorna à pele tudo o que ela gastou, os cuidados saem mais baratos e não são tão radicais.

Então você é contra a cirurgia plástica?

Não critico quem faz e também não digo que desta água não beberei. Nunca fiz nenhuma. Tenho dificuldade em aceitar um procedimento que consegue desestruturar a fisionomia da pessoa. O que importa é gostar de você como é. Acho que a beleza não tem que ser igual. As mulheres são fascinadas por essas tendências da moda. Hoje, o padrão é ter seios grandes, então, a maioria recorre ao silicone. Nos anos 60 e 70, os seios pequenos eram preferência. A moda era ser hippie e as mulheres andavam sem sutiã. Às vezes, por sorte você está na moda, às vezes não. É tão ruim estar fora de moda (risos)? Parece uma forma de se sentir aceita naquele momento pela sociedade. O tamanho dos seios não interfere na beleza. Eu não me sinto tentada a isso, não me acrescenta em nada. Minha tendência é tratar as coisas de forma tranqüila e sistemática. Prefiro muito mais fazer ginástica e investigar como posso melhorar minha alimentação do que ir a um spa. Sou adepta de atividades que dão o bem-estar ao físico e, conseqüentemente, melhoram a estética.

Você faz ou já fez reposição hormonal?

Não acho aconselhável. Prefiro os métodos naturais. Aliás, gosto muito das coisas naturais. Percebi que as pessoas costumam tomar remédios para tudo e não param nunca mais, como um círculo vicioso. Não precisamos de tantas "muletas". Elas podem ser substituídas por outras coisas.

E tratamentos estéticos, faz algum?

Sempre que posso, faço acupuntura, shiatsu, massagem, drenagem linfática. Tudo é válido para o bem-estar.

Quais são os outros cuidados que você tem com a beleza?

Tento cuidar das minhas prioridades. Isso faz parte da felicidade e da beleza. As pessoas ficam tão ansiosas por serem perfeitas, que mal pensam se isso traz acréscimo. Tranqüilidade e bem-estar deixam as pessoas mais bonitas. A tecnologia está aí para ser usada, mas ela é prioridade para a felicidade? Eu priorizo escolhas precisas, uso minha energia no que acho importante, vejo a vida com bons olhos e aceito as coisas que não gosto com maior capacidade de superá-las, sem me tornar infeliz por causa delas.

Prefere atuar no cinema, televisão ou teatro?

Não tenho preferência. Gosto do teatro pela autoria de desenvolvimento sobre os meus personagens. Quando comecei, era apenas atriz. Hoje em dia, ajudo a dirigir, produzir e roteirizar peças. Os atores se sentem bem no teatro. O que importa é a obra em qualquer um dos três.

Com qual personagem você mais se identificou?

Helene Waigel é de auto-identificação, fiz pensando em mim.

Você acha que a idade interfere no seu trabalho?

Acho que temos que ter vitalidade. Fora isso, nada é empecilho.

Você ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante no IV Rio-Cine Festival, pela atuação no filme "Eternamente Pagu". Como foi interpretar Tarsila do Amaral no cinema?

O personagem me interessou demais. O trabalho que fiz com ela foi bom para poder revelar a mulher articulada do Modernismo, que até então estava tímida, mas atuante no cenário modernista brasileiro. Tarsila foi uma das principais articuladoras do movimento.

Você acha que as artes cênicas mudaram muito em relação à época em que era mais jovem?

Acho que falta informação, coragem e reflexão, como tudo no país. As pessoas têm sede de saber sim, mas a educação básica é insuficiente e muito escassa. Quando oferecemos oportunidades, as pessoas se sentem à vontade. No Sesc Santana e Santo André, em São Paulo, apresentei "Determinadas Pessoas-Weigel" e senti a platéia curiosa e gratificada em saber que estão recebendo conhecimento.

Crédito: Cibele Rossi / Record.

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