Foliculite no bumbum - o que fazer?

Foliculite no bumbum

É fato, no inverno a gente deixa os cuidados com o corpo um pouco de lado. Com o uso prolongado de calças apertadas, principalmente jeans, às vezes, é necessário deixar a pele da virilha e do bumbum respirar.

Isso ajuda a prevenir a foliculite, aquela inflamação que aparece na forma de bolinhas ou cravinhos no bumbum, com ou sem pus, e também em outras partes do corpo. Em alguns casos mais graves, as espinhas também podem surgir, para desespero da mulherada.

Segundo a dermatologista Carla Albuquerque, a foliculite nada mais é do que uma infecção dos folículos pilosos causada por bactérias do tipo "estafilococos". Sem transpirar da forma certa, afinal, é nessa época que nos movimentamos menos, usamos roupas mais grossas e a pele também fica mais ressecada, a bactéria chega próxima ao pelo que fica encravado. "As bolinhas também aparecem por conta da depilação ou raspagem dos pelos, decorrente da penetração da haste do pelo na pele", explica. Nestes casos o nome usado para a inflamação é "pseudofoliculite", quando não é causada pela bactéria.

A acne geralmente é mais comum em regiões ricas em glândulas sebáceas, como face, tórax e dorso, e acontece em razão do aumento da secreção sebácea. Quando elas aparecem na região glútea trata-se de um caso grave e raro. "Já está no grau IV e recebe o nome de conglobata, com a presença de nódulos numerosos e grandes, com abscessos, que acomete principalmente os homens", aponta Albuquerque. Suas causas estão ligadas à alta concentração de glândulas sebáceas, poros entupidos e ainda alterações hormonais.

Segundo Albuquerque, a esfoliação é um importante aliado quando o assunto é prevenção. "Mas indicada antes da ‘crise’. Uma vez que a inflamação e a infecção já estiverem instaladas melhor não esfoliar, seria uma agressão extra", alerta.

Annia Cordeiro Lourenço, dermatologista, explica que no tratamento para foliculite geralmente são usados antibióticos tópicos ou em comprimidos. "Ele é feito ainda com peróxido de benzoila e reinóides. Peelings ou isotretinoina (Roacutan), são indicados em casos mais graves", diz.

Já Carla também cita outros componentes, como clindamicina, e medicamentos sistêmicos, entre eles, tetraciclina, limeciclina e azitromicina. Também cremes que associam o corticóide com algum antibiótico tópico. "Betametasona associada gentamicina, por exemplo".

Já Sandra Bragança, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, cita os ácidos glicólico, salicílico e retinóico para o tratamento.

"Esses medicamentos atuam na inflamação e na infecção do local. Mas isso só serve para melhorar o quadro "agudo". Para resultados duradouros, o ideal seria investir em depilação a laser e evitar usar roupas justas e de tecidos grossos, como jeans", esclarece Carla.

As dermatologistas afirmam que a depilação definitiva é a mais eficaz, fora isso, não há um método depilatório ideal. Qualquer um deles, seja lâmina, pinça ou cera, seguida da inflamação da bactéria, encrava os pelos.

"O laser de diodo de 800 nanômetros continua sendo a melhor opção, com resultados consistentes e baixíssima incidência de efeitos colaterais, desde que bem aplicados. A versão mais moderna desse aparelho é o Light Sheer Duet, que possui duas ponteiras: a tradicional ponteira Light Sheer ET (com 9x9mm) e a nova ponteira maior chamada Light Sheer HS (22x 35 mm). Ele faz com que a aplicação seja mais rápida em áreas grandes, como costas e pernas, também provoca menos dor".

Para quem está pensando em adotar o método, a melhor hora é agora, pois durante o tratamento e exposição ao sol é proibida. "Podemos até fazer durante o verão, mas a pessoa não pode se expor ao sol", diz. Outra contra-indicação é o pelo muito claro. "Eles não respondem bem ao laser", ressalta Annia.

Como a depilação a laser ainda não é acessível para muita gente, Carla dá algumas recomendações para minimizar as chances das bolinhas indesejáveis nos glúteos:

- Faça uma esfoliação semanalmente na pele;

- Use hidratantes que contenha uréia ou ácido glicólico;

- Prefira roupas mais largas, para diminuir o atrito da roupa com a pele;

- Evite depilação com lâmina no sentido contrário ao crescimento dos pelos;

- Nunca cutuque as lesões.

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