No verão, alto consumo de refrigerantes prejudica dentes

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No verão alto consumo de refrigerantes prejudica d

Bebida mais consumida depois da água causa erosão nos dentes.

Com o decréscimo da incidência de cáries no Brasil, especialistas estão preocupados com outras causas da perda dos dentes. Hoje, a maior causa de perda dos dentes é a erosão dental que atinge 60% dos adolescentes e crianças, mas é também crescente entre adultos, afirma o cirurgião dentista Raul Azuaga.

Ele explica que enquanto a cárie é provocada por bactérias que atacam os dentes principalmente por causa de higiene inadequada, a erosão é a perda das superfícies duras formadas pelo esmalte e dentina.

Os sintomas são a má aparência pela a perda de brilho do esmalte, aumento da sensibilidade a alimentos frios e quentes quando atinge a dentina e o maior risco de perda dos dentes. Os grandes vilãos da erosão dental são os refrigerantes, especialmente no verão em que o consumo cresce, adverte Azuaga.

Só para se ter uma idéia o brasileiro consome, em média, 70 litros de refrigerante por ano, mas os maiores consumidores são as crianças e adolescentes. Recente pesquisa demonstra que mesmo a população que tem privação de alimentos ingere a bebida diariamente.

De acordo com Azuaga, quanto maior a freqüência de consumo maior o risco de perda irreversível de esmalte e dentina, especialmente entre crianças que têm o esmalte mais fino e fraco. Isso porque, os refrigerantes têm PH abaixo do PH crítico da boca e a capacidade da saliva de reverter as alterações minerais provocadas na boca é menor quanto maior o consumo.

Além dos refrigerantes, Azuaga destaca que a erosão pode estar relacionada à ingestão de outros alimentos ácidos, agentes abrasivos dos dentifrícios, técnica de escovação inadequada, bruxismo, bulimia, anorexia e medicamentos como ácido clorídrico e aspirina.

O dentista diz que a combinação de açúcar refinado, frutas e ácido fosfórico nos refrigerantes impede também a absorção de ferro pelo organismo. É isso que explica a associação de alto índice de obesidade e anemia no país, observa. Além disso, a ingestão desmedida de ácido fosfórico impede a absorção de cálcio, afirma. Esta é uma séria ameaça para o desenvolvimento dos ossos de jovens e crianças. Entre mulheres que estão expostas a flutuações hormonais aumenta os riscos de contrair osteoporose, comenta.

O diagnóstico das causas da erosão inclui, inclusive, o fluxo de saliva que pode estar relacionado à anorexia, medicamentos para reduzir o apetite e flutuações hormonais. Azuaga destaca que este fluxo tende a cair no período da menopausa o que explica a maior incidência de problemas odontológicos na população feminina.

A dica para prevenir a erosão é evitar alimentos, bebidas e medicamentos ácidos. O tratamento é feito com facetas. O procedimento pode ser comparado à unhas postiças, ou seja, uma fina capa que corrige cor, formato, tamanho, alinhamento, elimina vãos e impede que a erosão progrida até a perda dos dentes. 

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