Peelings: qual tipo é o mais indicado para você?

Escolha o peeling mais adequado, de acordo com o seu tipo de pele

Peelings qual tipo é o mais indicado para você

Quem não quer exibir por aí uma pele lisa, viçosa e sem manchas? Além de uma boa alimentação, alguns tratamentos estéticos ajudam a manter a beleza em dia. E uma opção muito procurada pelas mulheres é o peeling.

E para quem não conhece o procedimento, o primeiro passo é consultar um bom dermatologista. Ele vai avaliar se há mesmo necessidade de realizar o procedimento e qual é o mais indicado para a sua pele.

Segundo o dermatologista Fernando Passos de Freitas, todos os tipos de pele podem receber aplicações de peeling, porém, nem todos os tipos de pele podem receber qualquer tipo de peeling. Por esse motivo é importante consultar um especialista.

Além disso, a pele deve estar preparada para receber o tratamento. "Em geral ela tem que estar bem higienizada e não apresentar nenhum processo inflamatório em atividade no momento do procedimento, como herpes ou psoríase, por exemplo", explica o médico.

O especialista lembra ainda que os peelings são classificados em superficiais, médios e profundos. Dependendo do tipo de pele (oleosa, mista, seca), fototipo (cor de pele), idade do indivíduo e objetivos traçados é que será definida a profundidade a ser atingida no processo. "Assim, os custos também irão variar de acordo com o tipo de peeling e quantidade de sessões necessárias", acrescenta.

Dr. Fernando enumerou os tipos de peeling encontrados no mercado e suas respectivas funções. Conheça:

Peeling químico: é aquele que utiliza produtos químicos, normalmente ácidos (retinóico, glicólico, tricloroacético entre outros). Dentre as finalidades estão as correções ou atenuações de marcas, manchas, linhas e rugas, além de proporcionar uma melhor qualidade da pele num âmbito geral. O preço varia de entre R$ 150 e R$ 1.500 reais por sessão ou por aplicação.

Peeling físico ou dermoabrasivo: utiliza lixamentos e abrasões na pele com técnicas de esfoliação manual ou com aparelhos. A finalidade primordial é a retirada superficial de pele que, devido à rápida capacidade de reprodução, logo se regenera, ganhando novo aspecto, visual mais viçoso e rejuvenescido. "Normalmente esses peelings não atingem camadas mais profundas. Portanto, são indicados para a maioria dos tipos de pele, exceto as de fototipos mais altos (muito morenas e negras), que sempre necessitam de uma avaliação mais criteriosa", explica Dr. Fernando. A quantidade de sessões varia de caso para caso, assim como os custos, que vão de R$ 150 a R$ 400 por sessão.

Peeling biológico ou enzimático: esse peeling faz uso de enzimas que removem as camadas mais superficiais da pele, promovendo um processo de renovação celular e um aspecto mais jovial e sem manchas. "Por se tratarem de peelings mais superficiais, não há contraindicações absolutas", lembra o dermatologista. Comumente são necessárias em torno de 10 sessões quinzenais ou mensais, com custos variando de R$ 80 a R$ 120 por sessão.

Peeling vegetal: também chamado de gommage, corresponde a uma espécie de látex que, após um breve período de repouso, forma grumos sobre a pele. Durante a massagem esfoliante o produto retira as células mortas do extrato córneo (superfície da pele), deixando-a limpa e macia. Como o procedimento é mais superficial, normalmente não há contraindicações. As sessões variam entre R$ 70 e R$ 120 reais, sendo necessárias 10 sessões semanais ou quinzenais.

Peeling a laser: classificado de médio a profundo, atualmente o laser de CO2 fracionado tem despertado muito interesse da população. Segundo Dr. Fernando, ele associa técnicas inovadoras e propicia uma rápida recuperação com respostas significativas, como rejuvenescimento, retirada de manchas e minimização de cicatrizes (depressões de acne), além de uma melhora evidente na flacidez facial. O procedimento também é indicado para cicatrizes e manchas residuais corporais e estrias.

Os cuidados antes e depois variam de acordo com o tipo de peeeling, mas Dr. Fernando diz que, no geral, deve-se evitar exposição solar nas primeiras semanas pós-peeling e procurar tratamentos dermatológicos que possam manter os resultados.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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