Regina Volpato

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Regina Volpato

Homeopatia, ioga, pouca carne no cardápio e muito beijo na boca formam a receita para a disposição de Regina Volpato. A apresentadora do programa "Casos de Família", do SBT, diz que está em constante evolução na carreira e garante que a fórmula do sucesso é não se cobrar tanto. "Essa pressão acaba com as mulheres", declara.

Aos 40 anos, a jornalista exibe ótima forma em seus 58 quilos e 1,66m de altura. Para andar sempre na linha, ela tem uma tática. "Normalmente, ganho e perco peso com uma facilidade que eu nem percebo. Quando quero emagrecer, diminuo a quantidade e aumento o número de refeições diárias", diz.

Em entrevista ao Cyber Diet, Regina conta também que sempre aprendeu algo em cada um dos mais de mil programas que apresentou na emissora de Silvio Santos. "Tenho muito carinho pelas pessoas e fico chateada, porque nosso único contato é no programa", acrescenta.

ENTREVISTA AO CYBERDIET

Qual o seu conceito de boa forma?

Acho que exibimos boa forma quando estamos saudáveis de maneira geral. Cada um tem uma boa forma, que é boa para si mesmo. Isso é reflexo de nossos pensamentos. Se não nascemos como queríamos, vamos fazer o que? Nos matar? As mulheres se cobram para serem boas em tudo: mãe, esposa, profissional. Não dá para ser boa em tudo. Se não conseguem, se punem. Essa pressão acaba com as mulheres. Os sinais às vezes não indicam, mas os números comprovam que estão aumentando os casos de mulheres fumantes, alcoólatras ou com algum distúrbio no Brasil. Isso não conta como boa forma.

Trabalhar na TV é uma correria. Você é muito ansiosa ou nervosa?

Depois de tanta ioga, aprendi a ter um ritmo de vida tranqüilo. Perto das pessoas que vejo, acho que não tenho muita ansiedade. Sou tranqüila. As pessoas andam muito agitadas, em um nível de freqüência diferente da minha. Elas fazem muito barulho por nada. Correm, correm, correm e não sabem o porquê disso.

Você faz ioga há muito tempo?

Faço ioga há sete anos. Sempre quis fazer, mas ou não tinha tempo ou não tinha dinheiro. Também pratico corrida. Meu marido é maratonista, mas não sei se participaria de maratonas. Eu acho sobre-humano! Quando estou me sentindo bem e com disposição, corro até 8 km.

O que faz para aliviar o estresse do dia-a-dia?

Procuro ter uma rotina muita tranqüila. Durmo relativamente cedo, tenho alimentação saudável, trabalho com o que gosto e beijo na boca (risos). O melhor é ficar com minha filha, Rafaela, de 11 anos. Tenho uma relação muito boa com ela.

Como é sua alimentação diária?

Não sinto muita falta de carne. Já cheguei a ser vegetariana. Hoje em dia, como de tudo: frutas, massas, pães. Normalmente, ganho e perco peso com uma facilidade que eu nem percebo. Sinto as diferenças pelas roupas. Quando quero emagrecer, diminuo a quantidade e aumento o número de refeições diárias (Quer uma alimentação balanceada? Clique aqui)

Como trata da saúde e do estresse?

Há cerca de seis anos, deixei a alopatia de lado e comecei a me tratar com homeopatia. Passei a me preocupar com o que eu ingeria. Eu não acredito na indústria farmacêutica. Ela sempre arruma uma maneira de manter as pessoas doentes. Já me convidaram para fazer comerciais de remédios, mas recusei. Só tomo alopatias em casos extremos, quando sei que realmente preciso. Com a minha filha, sigo o mesmo procedimento.

Já fez alguma cirurgia plástica?

Não. Quer dizer, a única que fiz até agora foi a cesárea da minha filha. Tentei parto normal desde o começo, mas ela simplesmente não nascia. Não tive contrações nem dilatação. Já estava com as 42 semanas completas e nada. Por isso, tive que optar pela cesárea. Foi uma frustração, pois eu queria pelo menos ter tentado o parto normal. O pós-operatório foi o mais difícil. Eu, que geralmente tenho muita resistência à dor, contava os minutos para tomar os remédios novamente.

Você trabalha diretamente com o público. Isso mexe emocionalmente com você?

Tudo o que faço mexe emocionalmente comigo. Se trabalhasse como dona-de-casa, isso mexeria comigo. Estou viva e aberta, interagindo com o mundo o tempo todo. No meu trabalho, há um contato mais intenso. Acho que o jornalista tem que ter algumas características, como gostar de conversar e saber ouvir. Já fiz mais de 1.000 programas. Alguns me marcaram bastante, mas em todos aprendi alguma coisa, tanto nos casos, como com a minha platéia. Tenho muito carinho pelas pessoas e fico chateada, porque nosso único contato é no programa. Por isso, adoro quando aparecem deixando mensagens no meu blog.

Qual o objetivo do seu blog?

São vários! Primeiro as pessoas me perguntavam sobre mim. Quis estreitar o relacionamento com o público. Eu que falo de mim e fico no controle de mim mesma. Não há distorção. Tive também a pretensão de criar um espaço educativo com crônicas, artigos de jornais e dicas. O blog cresceu de uma maneira que eu não esperava. Foi um desafio, pois sempre tive medo de computador, sou de outra geração. Estou satisfeita e surpresa com a audiência.

Você já trabalhou na Globo, Band e no SBT. Vê diferença entre as emissoras?

Quando trabalhei na Globo, eu era uma principiante. Literalmente, comecei lá. Então, tinha um contato muito limitado. Quando fui para a Band, a situação era outra e no SBT também, muito mais favorável. Não sei se foi a emissora ou minha carreira que foi evoluindo.

Você acha o jornalismo brasileiro sensacionalista?

Acho que escuto isso desde que comecei a fazer jornalismo. O que senti é que existe uma distância entre os acadêmicos e os praticantes, que não deveria existir. Sempre gostei de comunicação popular. Não é possível que muitas pessoas estejam erradas. Assim, ajudo e me aproximo dos outros.

Qual livro você está lendo?

Acabei de ler "Os Miseráveis", de Victor Hugo. Foi o melhor livro que já li e recomendei para minha filha.

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