Seios grandes também podem ser um problema

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Seios grandes também podem ser um problema

Os "seios turbinados" viraram moda nos últimos anos. Mas, enquanto algumas mulheres recorrem à técnica do silicone para aumentar o volume de seus seios, outras sofrem com dores na coluna e com problemas estéticos por terem mamas grandes.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a cirurgia redutora das mamas ocupa, juntamente com a colocação de próteses nos seios, o segundo lugar no ranking das cirurgias plásticas mais realizadas no Brasil, ficando atrás apenas dos procedimentos realizados no abdômen, como lipoaspiração.

A cirurgia redutora das mamas, conhecida como mamoplastia redutora, é indicada para mulheres que querem melhorar o aspecto estético da mama, para as que se sentem desconfortáveis e para as que sentem dificuldade de realizar atividades do dia-a-dia. "Dores nas costas, cabeça, ombros, pescoço e mamas também podem ocorrer devido ao peso de seios exageradamente grandes", explica a cirurgiã plástica Audrey Worthington.

Algumas mulheres se sentem muitas vezes até envergonhadas com o tamanho dos seios. Esse foi o caso da publicitária Laura Reis, 23 anos. "Eu fiz a cirurgia quando tinha 18 anos. Foi a melhor coisa que fiz na minha vida, pois além de ter vergonha dos meus seios eu sentia muita dor nas costas" conta Laura.

O uso de roupas largas também é muito comum em pessoas com excesso de seios. "Quando eu saía de casa, sempre colocava sutiã, top e camiseta. Mesmo com tantas coisas segurando o peso, ainda não me sentia bem e sempre achava que meus seios me atrapalhavam em tudo. Eu só usava blusa larga, tudo isso para disfarçar o tamanho", continua Laura.

A cirurgia é indicada a partir dos 18 anos, quando a glândula mamária já está totalmente desenvolvida e, principalmente, quando o tamanho dos seios causa desconforto físico ou problemas emocionais e sociais. "É claro que existem exceções", relata a médica. "Já operei uma menina de 13 anos e retirei um 1,5 kg de tecido de cada lado. Nunca esquecerei o sorriso e o top que ela vestia quinze dias após a cirurgia."

No caso da paciente vir a engravidar, geralmente não há problemas quanto à lactação, "Neste tipo de cirurgia, procura-se manter a glândula mamária logo abaixo da aréola, preservando a possibilidade de amamentar", explica a médica."

Cirurgia

As técnicas para a realização desse tipo de cirurgia são variadas. "O mais comum é a incisão em forma de âncora ou T invertido, seguindo o contorno natural da mama", explica Audrey.

Segundo a médica, a cirurgia dura em torno de 3 horas e a anestesia utilizada pode ser geral, peridural alta ou local com sedação assistida, a critério do cirurgião e do anestesista. "O procedimento cirúrgico dura em média 3 horas, mas varia dependendo do tipo de mama".

A cirurgiã alerta que qualquer técnica de redução mamária sempre deixará uma cicatriz ao redor da aréola, chamada periareolar. "Todos os métodos deixam cicatrizes. Nos primeiros meses a cicatriz fica avermelhada e depois, com o tempo, torna-se esbranquiçada ficando bastante disfarçadas, chegando mesmo à invisibilidade em certos casos", afirma.

O pós-operatório em geral não é doloroso, desde que a paciente siga corretamente as instruções médicas. "É necessário ter cuidados com a movimentação dos braços e evitar alguns esforços nos primeiros dias. Apesar do resultado imediato ser muito bom, somente entre o 12º e o 18º mês é que as mamas atingirão sua forma definitiva", explica Audrey.

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