Silicone natural

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Silicone natural

Muitos marmanjos suspiram ao ver as divas do cinema desfilando silhuetas sinuosas e colos voluptuosos em vestidos sensuais.

Quem não precisa mais suspirar de inveja, atualmente, é a mulherada, já que os tratamentos de beleza, as lipos e as plásticas podem desenhar o corpo dos sonhos.

Desde 1963, quando surgiu nos Estados Unidos, o silicone vem ganhando avanços tecnológicos. É em gel e não mais líquido (antes se espalhava e saia do lugar com mais facilidade e podia, em alguns, casos contaminar o leite da amamentação), não precisa mais ser trocado depois de alguns anos e agora oferece dois formatos: o redondo e o natural - este em forma de gota.

O cirurgião plástico Marco Flávio Mastrandonakis acredita que este novo formato confere uma forma mais natural, não deixando a mama tão arredondada e com aquela cara de implante. Ele explica que "o formato é diferente, mas o procedimento é mais ou menos o mesmo". "No caso do natural você encaixa a prótese entre a mama (gordura) e o músculo voltando o pólo da gota para a axila. O macete é escolher como colocar de acordo com a parte que você quer valorizar. Os dois tipos, redondo ou natural, podem ter resultados bons, isso depende muito de cada paciente e da espessura da camada de gordura que ela tenha para acomodar o silicone.

Este novo tipo de implante de silicone é mais caro que o antigo, mas o Dr. Mastrandonakis acredita que "peito tem que ser um negócio bonito e em forma de gota, para a auréola ficar para cima. Se você tirar a roupa tem que ficar bonito e natural e o mamilo tem que olhar para cima". Se o colo não ficar com as curvas que você queria há sempre a possibilidade de colocar um sutiã meia-taça e conseguir este efeito. Uma opção melhor do que preencher demais em cima e deixar o bico olhando para baixo.

Se você fica namorando as fotos de antes e depois nas revistas, saiba tim-tim por tim-tim como é a cirurgia.

Os diferentes formatos de implante mamário de silicone:

Formatos de implante mamário de silicone

Para o Dr. Mastrandonakis dar o ok, primeiro a paciente tem que estar em perfeito estado de saúde, tem que fazer os exames pré-operatórios, onde não pode aparecer nenhum tipo de infecção. "O silicone não convive bem com infecções", comenta. É necessário também fazer uma mamografia, que deve ficar guardada para referência futura.

No dia da cirurgia, chega-se de manhã em jejum de oito horas - de sólidos e líquidos - onde normalmente são feitas a sedação e em seguida a anestesia local. O melhor é internar-se num hospital, onde a "esterilização e assepsia já são regras de rotina e onde se está mais bem amparado em caso de qualquer complicação. É bom ter a disponibilidade de uma UTI para dar o tratamento adequado num caso destes", afirma Dr. Mastrandonakis.

Ele recomenda a sedação para que a paciente não acorde quando for aplicada a anestesia, o que causa um pouco de ardência, e também porque desta forma, a mulher desliga-se do mundo, não ficando preocupada ou ansiosa. O fator emocional pode alterar a pressão e trazer complicações durante o processo cirúrgico.

Normalmente a paciente vai para casa quando o efeito da anestesia passa, para descansar na sua cama e ter o carinho de seus familiares.

Os cuidados após a cirurgia também são muito importantes para a recuperação. Nas primeiras 48 horas usa-se um dreno e são indicados antibióticos e antiinflamatórios para prevenir infecções e para tirar a dor. Uma barreira física - curativo - e filtro solar 60 também devem ser usados no começo. Após dez dias os seios começam a desinchar e já se pode ver qual será o resultado final após uns 30 dias, aproximadamente. Cuidar da cicatriz é muito importante, principalmente enquanto ela estiver vermelha. Fazer drenagem linfática é recomendável para uma melhor recuperação após o quinto dia. Ajuda a retirar a água acumulada na região.

Quanto à quelóide, ela é imprevisível. Mas o Dr. Mastrandonakis aconselha a fazer, dentre as três vias de acesso, a pere-aureolar, onde a incisão é feita na metade inferior da auréola, no local de transição entre a pele branca e a rosa, deixando a cicatriz sempre mais disfarçada. De qualquer forma, pode-se, depois de um tempo, tentar diminuir ainda mais a linhazinha deixada pelo corte.

Procurando um bom profissional e cuidando-se direitinho no pós-operatório você só tem a ganhar em elogios, autoconfiança e blusas decotadas novinhas! O Dr. Mastrandonakis revela mais uma vantagem, além da estética para se fazer a cirurgia. "Já está provado que o silicone não tem relação com o câncer. Pelo contrário. As mulheres com silicone implantado têm um risco 30% menor de desenvolver câncer de mama. A imunidade local fica permanentemente alerta por ter um corpo estranho na região".

As três vias de acesso para posicionar o implante são: pere-aoreolar, axilar e o sulco mamário. Nas duas últimas a cicatriz fica mais visível. No caso da axilar o implante acaba sendo encaixado atrás do músculo, e não entre o músculo e a mama, onde ficaria mais natural e estaria menos sujeito a deslocar-se durante contrações musculares.

Os implantes fabricados de 2000 para frente não precisam mais ser trocados, o que se recomenda são mamografias e ultrassons anuais e uma ressonância a cada dez anos.

O resultado definitivo já pode ser observado depois de dois ou três meses, quando o implante já está assentado.

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