Uma revolução contra a dor

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Uma revolução contra a dor

Na última parte de nossa série de reportagens sobre as dores, conheça uma nova terapia que muda a rotina de pacientes com artrite reumatóide, doença que atinge 1,5 milhão de brasileiros e está entre as principais causas de afastamento no trabalho.

Um novo tratamento capaz de diminuir os sintomas e até reverter quadros de perda dos movimentos é apontado como solução para 1,5 milhão de brasileiros que sofrem com a artrite reumatóide. A doença, considerada a quarta principal causa de dor nas costas (só perde para o processo natural de envelhecimento, hérnia de disco e escoliose), é uma inflamação

que provoca alteração das estruturas articulares, podendo levar a rigidez e deformidades.

A artrite reumatóide é uma doença auto-imune, ou seja, o sistema imunológico, que deveria proteger o organismo passa a atacá-lo produzindo a inflamação. Até agora, as drogas existentes controlavam parcialmente a progressão da doença e seus sintomas.

A artrite está entre as principais causas de afastamento do trabalho e incapacita até 10% dos pacientes. Mãos, punhos, ombros, joelhos e tornozelos são as partes mais atingidas pela rigidez e perda dos movimentos. Pacientes que sofrem com a doença também têm a expectativa de vida reduzida em até cinco anos.

Agora, novos medicamentos, chamados anti-TNF-alfa, proteína produzida no organismo que faz parte dos mecanismos responsáveis por causar a inflamação, não só inibem os danos às articulações como também podem reparar lesões já existentes, a ponto de devolver os movimentos.

O assunto foi o tema principal do simpósio Progress & Promise in Rheumatology: Measures of Sucerss, realizado em Barcelona, na Espanha, no mês de março. Estamos falando em uma revolução na qualidade de vida desses pacientes", afirma José Goldenberg, diretor da Clínica Reumatológica Goldenberg e autor do livro "Coluna Ponto e Vírgula", que participou do encontro e já utiliza a nova terapia no Brasil.

A artrite reumatóide, normalmente confundida apenas com doença de idosos, atinge mulheres jovens (o pico de incidência acontece entre 35 e 55 anos), na proporção de 2,5 para cada homem. Uma em cada trinta mil crianças também sofre com o problema. Os primeiros sinais da doença costumam aparecer nos meses frios.

A artrite está entre as principais causas de afastamento do trabalho e incapacita até 10% dos pacientes. Mãos, punhos, ombros, joelhos e tornozelos são as partes mais atingidas pela rigidez e perda dos movimentos. Pacientes que sofrem com a doença também têm a expectativa de vida reduzida em até cinco anos.

   

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