Zizi Possi

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Zizi Possi

Quando o Cyber Diet procurou Zizi Possi para saber seus segredos de beleza, a cantora deu um show na entrevista e foi muito mais além. Durante um bate-papo descontraído, a beleza externa de Zizi ficou de lado e a interna se sobressaiu.

Aos 51 anos de idade, ela não se prende a padrões e procura cuidar mais do emocional do que do físico. Por isso, Zizi alerta para a conscientização feminina em relação às cobranças impostas pela mídia. "Estamos sempre correndo atrás de um ser idealizado e isso só faz mal".

ENTREVISTA AO CYBERDIET Qual é a sua altura?

Meço 1,67m. Minha altura varia (risos). Reparei que quando estou com dor ou tensa, minha altura diminui. Engraçado isso, não?

E quanto você pesa?

Peso 64 quilos. Ai, estou gordinha! Só pesei isso quando estava grávida.

Como é sua rotina em relação à alimentação?

Não como carne vermelha há 25 anos. Fritura, no máximo duas vezes por ano. Eu nunca tinha visto uma vaca de perto até os 23 anos de idade. Certa vez, em uma estrada estreita no Rio de Janeiro, me deparei com uma e fiquei desesperada. Eu, de dentro do carro, achei que ela fosse me atacar. Quando ela chegou mais perto, pude olhar em seus olhos e ver que não tinha coisa mais meiga que aquilo. Me senti uma troglodita por pensar aquilo da vaquinha. Desde então, não como carne vermelha.

Você é adepta a alguma dieta?

Hoje em dia não, pois meus horários estão enlouquecidos. Sigo a linha da alimentação natural. Adoro produtos integrais, grãos e cereais. Acho importante para a saúde. Mas como o sangue italiano é forte, adoro uma pizza de vez em quando.

Seu corpo mudou muito com a gravidez?

Sim, engordei 17 quilos. Como não comia carne, me entupia de queijo. A Luiza (Zizi é mãe da também cantora Luiza Possi, de 23 anos) adora queijo.

Já fez alguma cirurgia plástica?

Já fiz duas lipoaspirações. Na primeira, eu malhava muito e estava magérrima, mas não conseguia perder a barriguinha. Adorei o resultado. A segunda já não foi tão boa. Como meu trabalho envolve imagem, essas coisas às vezes incomodam um pouco.

Você tem tendência a engordar?

Não, graças a Deus! Se tivesse, hoje estaria uma balofa (risos).

Como você cuida da pele e do cabelo?

Na minha casa de campo tenho um herbário. Todos os produtos que uso vêm de lá. Cultivo alecrim, aniz, tomilho, dente de leão, babosa. Colho tudo e coloco no caldeirão. Está aí a minha receita de beleza (risos). Às vezes, pego as babosas e espalho o óleo pelo corpo todo. Não ligo de ficar melada. Acho que o segredo está no autoconhecimento. Eu conheço meu corpo e sei meus limites. As coisas químicas não combinam comigo. As mulheres têm que estar atentas ao próprio corpo, pois ele manda sinais do que quer e precisa. Isso é muito importante nos dias de hoje, nos quais a mulher está cada vez mais padronizada. Deve haver uma ampliação de consciência para todas.

Como você é ligada à natureza, faz algum tratamento medicinal que seja natural ou holístico?

Não dispenso a acupuntura. Já tive crises muito sérias de dor por causa de algumas síndromes, cheguei até a tomar morfina. A acupuntura localizada ajuda a amenizar essas dores. Estou tentando me tratar integralmente. É importante estar equilibrada, ainda mais na minha idade. Acupuntura é uma benção.

Com a sua idade, o corpo já começa a apresentar mudanças. Como você encara isso?

Quando a mulher entra na menopausa, a explosão hormonal é imensa. O emocional, o físico e o mental mudam demais. Nós começamos a enfrentar a realidade de que nem tudo está mais sob nosso controle. A sociedade cobra demais de nós. É difícil encontrar alguém que não sofra deste mal, que não fique ansiosa. Eu tenho facilidade de ser sugada por esse ritmo, pois sou uma pessoa acelerada. Mas a vida é sábia e tem me ensinado a frear esse ritmo.

Você teve muitos problemas relacionados à menopausa?

Nós mulheres temos que saber elaborar isso. Não adianta fugir. O envelhecimento chega para todo mundo. Acho que ficamos mais fragilizadas nesta fase, pois nos damos conta de que nosso tempo ativo está chegando ao fim. Infelizmente a nossa sociedade é hipócrita e dá valor apenas à beleza e à juventude. Por isso, as mulheres se assustam com a chegada da idade.

Você é uma pessoa pública e geralmente estas personalidades não gostam de comentar muito sobre a idade. Mas você não tem problemas em falar sobre isso, certo?

Não. Só quem passa por esse processo entende o que eu digo. Meu papel é ajudar as mulheres a tratarem desse assunto com mais naturalidade. A mídia faz as mulheres se sentirem mal em relação a isso. A parte emocional só piora. Eu reforço que as mulheres devem ampliar sua conscientização sobre o que são, para que vieram ao mundo e principalmente quem são. Hoje em dia, a mulher é exposta de maneira oca. Não passamos de hipóteses. Estamos sempre correndo atrás de um ser idealizado e isso só faz mal.

Você sente diferença na beleza com a idade?

Hoje eu me acho um pouco indefinida. Às vezes, acordo e me sinto mais bonita. Outros dias estou mais inchada. Depende muito.

Como era a Zizi Possi aos 20 anos? E agora aos 50?

Sem dúvidas, depois dos 40 anos me sinto muito melhor. Com o tempo, ganhamos maturidade e desenvolvimento espiritual. Quem consegue se conhecer melhor e desenvolver seu lado espiritual, vive uma vida mais feliz.

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