A Linguagem do Corpo - parte II

A Linguagem do Corpo  parte II

No último artigo abordamos o tema da linguagem corporal e mostramos que interagindo com outras pessoas, ou mesmo sozinhos, nosso corpo revela posturas corporais que podem ou não estar de acordo com o que expressamos verbalmente

A linguagem silenciosa do corpo, que muitas vezes contradiz as palavras, é a expressão do inconsciente e sempre reflete algo importante sobre nós mesmos. Normalmente, as pessoas não têm consciência de suas posturas. Eis um exercício que comprova isso:

1- Pare na posição em que você está, sem modificar um gesto;

2- Observe onde está sua perna direita e a esquerda; a posição da sua cabeça; a direção do seu olhar; se a sua boca está aberta ou fechada; se seu tronco está reto ou curvado;

3- Agora responda: você sabia dessas posturas? Certamente não!

É o que acontece com todas as pessoas.

É comum que partes de nosso corpo digam sim, enquanto outras digam não. É o conflito entre o que desejamos e o que podemos, que fica evidente nas expressões corporais. Exemplificando: diante da necessidade de perder peso, dizemos não com as mãos quando alguém nos oferece um pedaço de bolo, e sim com a cabeça e com o abdômen, que ficam projetados para frente, num claro sinal de desejo reprimido por causa da necessidade de emagrecer.

Ao encontrar um conhecido, a forma com que ele nos cumprimenta tem muito a dizer. Se seu olhar fixa o nosso, se sua mão aperta a nossa com força, e se seu tórax está numa posição altiva, podemos concluir que se trata de uma pessoa que possui firmeza, coragem, interesse e franqueza. Se ele não olha em nossos olhos, sua mão é frouxa ao cumprimento e seu tórax está retraído, podemos concluir que provavelmente é acanhado, não tem interesse ou é displicente.

Quando uma pessoa está interessada em alguém ou em alguma coisa, a inclinação do seu corpo na direção daquilo que deseja transparece naturalmente. No entanto, quando for conveniente, é possível reprimir a linguagem do corpo. A pessoa procura reprimir, porém o seu interesse pode ser demonstrado pela direção do seu olhar.

Quando se deseja convencer uma pessoa a respeito de um assunto ou de uma proposta, no início da conversa normalmente ela se mostra encolhida, com as pernas e os braços cruzados e o tronco recuado. Pela expressão de seu rosto e de seu corpo é possível concluir se ela ainda não se convenceu, ou se não está de acordo com o que está sendo proposto.

Entretanto, se com mais argumentos for possível conseguir que ela comece a acreditar nas novas idéias, o seu corpo vai mostrando isso ao descruzar as pernas e inclinar seu tronco para frente. Os braços continuam cruzados. Por que? Para ter a liberdade de decidir, para deliberar em particular.

Como fazer isso, se o interlocutor continua a insistir com suas idéias? Muitas vezes é necessário usar um escudo para meditar e decidir. As novas e antigas informações, somadas com a experiência pessoal, servem de base para as decisões que devem ser tomadas na vida. As decisões se refletem no corpo e na mente, e são determinantes para o estilo de vida e para a saúde física e mental.


Procure observar melhor o próprio corpo, seus pontos de tensão e as contradições entre o que você diz e o que é expresso pelos seus gestos e posturas. Observando-se atentamente, você desenvolverá a capacidade de compreender melhor os outros, interpretando a linguagem silenciosa do corpo.

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