A obesidade e o trânsito

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A obesidade e o trânsito

Esta semana, em uma revista, foi publicada uma pequena reportagem a respeito dos acidentes de trânsito e pessoas com excesso de peso:

"Cientistas do Centro de Pesquisa e Prevenção a Lesões Harborview, nos Estados Unidos, constataram que os obesos correm duas vezes mais risco de morte ou de sofrer lesões graves em acidentes de automóvel".

Este estudo foi publicado na revista New Scientist, através do levantamento realizado com 26000 vítimas de acidentes. De acordo com os pesquisadores, as pessoas com peso acima do recomendável são mais vulneráveis nos casos de compressão da estrutura dos veículos ou de falhas do sistema de segurança, projetados para passageiros com peso dentro do ideal. Nos Estados Unidos já se fabricam air bags com menos pressão para evitar ferimentos em crianças. O estudo sugere que cuidado semelhante seja aplicado aos obesos."

Todos sabemos que os Estados Unidos são campeões em pesquisas científicas, desde as mais sérias às mais bizarras. Mas é através destes estudos que podemos melhorar, adequar e prevenir a qualidade e expectativa de vida.

Como esta recente pesquisa é de alta credibilidade e, certamente, um grande referencial, em pouco tempo as indústrias automotivas lançarão no mercado equipamentos mais sofisticados e com diferencial nos "opcionais" dos carros, elevando, assim, os custos do produto final.

Em conseqüência deste atrativo e, relativa preocupação com os usuários, em breve veremos mais um avanço tecnológico...

Evidente que é muito importante este tipo de estudo, pois demonstra quantitativamente a fragilidade da saúde do obeso, além das patologias já amplamente conhecidas e divulgadas como doenças cardiovasculares, diabete, hipertensão arterial e tantas conseqüências negativas decorrentes de estar fora do peso. O que me faz refletir é que a preocupação está com o "sintoma" e não com a "causa".

Mais uma vez, milhões e milhões serão gastos em projetos de alta repercussão mundial, mas serão destinados à adequação de um problema que é tido, atualmente, como um dos mais sérios pela Organização Mundial de Saúde (o aumento do peso populacional).

Seria muito mais relevante que estes mesmos milhões fossem destinados à profilaxia desta epidemia e não ao conformismo tecnológico. Nada contra e nem pessoal quanto aos novos e promissores equipamentos, mas enquanto os formadores de opinião não se mobilizarem, o mundo estará sujeito a engordar, engordar, engordar e depois ter que correr atrás do prejuízo.

Não seria muito mais interessante um projeto de conscientização mundial e preventivo quanto aos riscos da obesidade? Esta é para pensar...

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