A saúde dos ossos

A saúde dos ossos

Em breve será comemorado o dia das mães. Por isso nas próximas semanas falaremos sobre problemas que atingem principalmente as mulheres.

Para que a mulher realize todo o seu potencial como mãe, como profissional e como dona de casa, é indispensável que ela preserve a saúde. A prevenção de certas doenças pode evitar problemas que causem restrições à atuação tanto de homens como de mulheres. A osteoporose é uma dessas doenças.

Todos já ouviram falar sobre os efeitos da osteoporose. Mas quantas pessoas realmente se preparam para evitar que esse mal silencioso se instale no seu organismo? Provavelmente poucas. A maioria só reconhece o problema quando uma pequena queda acaba provocando uma grande fratura.

Mas o que é a osteoporose? É uma doença resultante da perda gradual de substância óssea, que ocorre naturalmente em todos os indivíduos, fazendo com que os ossos fiquem mais porosos. Esse processo deixa os ossos mais frágeis e aumenta o risco de fraturas, especialmente da coluna, dos quadris e dos punhos.

O esqueleto é uma estrutura que sustenta os músculos e protege órgãos vitais. É essencial para manter o corpo equilibrado, dando-lhe consistência e força. Os ossos que formam o esqueleto são ao mesmo tempo rígidos e flexíveis, por serem constituídos de cálcio e de uma proteína chamada colágeno, velha conhecida das mulheres. No decorrer da vida, os ossos são constantemente formados e reabsorvidos. O pico da massa óssea é alcançado por volta dos 30 a 35 anos. Até essa idade a formação óssea é mais rápida que a sua reabsorção. A massa óssea é maior nos homens que nas mulheres.

Quando a pessoa não ingere a quantidade de cálcio necessária, e quando há deficiência hormonal na gravidez ou na menopausa, aumenta a probabilidade de ocorrer osteoporose. Nessas situações, o organismo procura se proteger, buscando uma nova fonte de suprimento de cálcio para as células, retirando-o do próprio esqueleto.

Na menopausa a ação protetora do hormônio estrógeno diminui, acelerando a perda óssea. Esse processo ocorre também na menopausa precoce, antes dos 45 anos, ou devido à retirada cirúrgica dos ovários, ou ainda na ausência prolongada dos ciclos menstruais.

Nessa fase da vida, e também nos anos que a antecedem, é muito importante o acompanhamento médico. Após os 40 anos, ou sempre que houver indicação médica, é preciso realizar periodicamente exames de densitometria óssea para o controle da osteoporose.

Também por indicação médica poderá ser importante uma suplementação com cálcio e vitamina D. Um pouco de sol, de preferência até as 10 horas da manhã, contribui para fixar o cálcio nos ossos.

A atividade física regular e bem equilibrada é fundamental para a boa saúde do esqueleto, por que as forças geradas por impactos moderados ajudam a fixar o cálcio nos ossos. Contudo, se a atividade física for de alta intensidade, com exagero e volume máximo de treinamento, poderão ocorrer microfraturas, as quais, se não tratadas adequadamente, poderão gerar fraturas por estresse.

Outros fatores considerados de risco para a osteoporose são:

1-Anorexia nervosa ou bulimia;

2-Uso excessivo de café, cigarro e refrigerantes, especialmente os do tipo cola;

3-Excesso de proteínas e fibras na alimentação;

4-Uso de medicamentos anticonvulsivantes e corticóides;

5-Sedentarismo e obesidade;

6-No homem, baixo nível de testosterona.

Todos esses fatores demonstram a importância de estarmos sempre atentos ao nosso corpo e aos seus sinais de alerta. É preciso levar a sério os cuidados com a saúde, que é a base para vivermos bem e realizarmos os nossos sonhos.

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