A vez das crianças

A vez das crianças

Com certeza, muitas pessoas já assistiram a programas jornalísticos cujos temas foram obesidade

Cirurgias de abdome, preocupação com a saúde pública, cidades inteiras se mobilizando para um emagrecimento coletivo, enfim, um acontecimento que está preocupando toda

a sociedade.

Os programas foram muito interessantes, informativos, esclarecedores e antes de qualquer coisa, um grande alerta. Mais do que isso, uma esperança.

Nas últimas pesquisas, verificou-se um grande aumento de crianças obesas e com problemas de colesterol. Diante desta triste estatística as autoridades uniram-se às escolas e, por um decreto, novos hábitos alimentares serão introduzidos obrigatoriamente.

Os salgadinhos, doces, balas, estão com os dias contados...

Em Santa Catarina, uma nova legislação já proíbe as escolas de fornecer e vender alimentos altamente engordativos. Uma iniciativa que, se por um lado parece imperativa e arbitrária, por outro demonstra que o Brasil está realmente preocupado com esta questão. Finalmente estão olhando para as crianças com mais carinho e respeito. Este tipo de atitude demonstra uma alta conscientização e a seriedade que a questão merece.

Não é apenas o fator estético que está em jogo. É a qualidade de vida, a saúde e o futuro do país. Exatamente o que falta ao Brasil, é avaliar as nossas necessidades e carências em longo prazo. Cuidando da alimentação desde cedo teremos crianças e adultos mais saudáveis.

Outra notícia boa é que, recentemente, o Instituto do Coração e a Sociedade Brasileira de Cardiologia lançaram um plano contra o colesterol nas crianças. O objetivo é mudar o hábito alimentar de jovens entre 2 e 19 anos, para evitar que venham a sofrer enfartes, ou alguma outra patologia associada à alimentação.

Devemos esperar por mais exemplos como estes, e enxergar que não apenas os pais e a família são os responsáveis pela qualidade de vida e futuro das nossas crianças. Todos somos responsáveis. Todos somos parceiros nesta nova empreitada e nova proposta de se viver. Sempre de olho no futuro.

Crianças saudáveis, adultos saudáveis.

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