Bullying no trabalho existe! Saiba como lidar com a situação

Afinal, a quem recorrer quando o bullying acontece na vida adulta? Saiba o que fazer e preserve sua vida profissional
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work place bullying

O bullying no trabalho pode levar a depressão e até ao suicídio! Foto:iStock/m-gucci

Quando se fala em bullying logo nos lembramos de um garoto valentão que ridiculariza outro, seja com palavras, ações ou gestos. A vítima do bullying geralmente não reage, e quando o faz é ainda mais agredido. O ato tende a perdurar por meses ou até anos. O fato é que engana-se quem pensa que o bullying está restrito apenas a infância e adolescência.

Chamado de “Work place bullying”, o bullying na vida adulta é mais frequente do que imaginamos. Ele pode acontecer com pessoas de todas as idades e ser altamente prejudicial para a vida profissional da vítima. Veja aqui como lidar com a situação:

Como lidar com a competitividade em reuniões?

A competitividade em si é um comportamento natural do ser humano. Todo mundo quer “mostrar a que veio” e deixar claro que é superior. A questão é quando há o assédio, o abuso, o diminuir o outro, neste momento a competitividade adquire uma vestimenta negativa.

Em todos os momentos a melhor forma de lidar com a competição é trazendo resultados. Deve-se apresentar o potencial que possui e não se deixando levar pelo bullying no ambiente de trabalho que busca exclusivamente desmotivar e denegrir a vítima. Vale lembrar que assumir a ofensa como uma verdade ou revidar não resolverá o problema.

O que leva um adulto a praticar o bullying? 

Na grande maioria das vezes insegurança. Por não se sentir capaz de alcançar seus objetivos pelo potencial próprio, acaba se colocando na posição de agressor para conseguir os resultados que busca. E acompanhado da insegurança vem forte sentimento de inveja, uma vez que, não conseguindo ver-se em uma posição desejada, tende a não aceitar quem conseguiu.

Que tipo de trauma o bullying pode gerar às vítimas? 

É comum desenvolver algum tipo de depressão e fobia social. A vítima tende desenvolver baixa autoestima e com isso encontrar grande dificuldade em desenvolver seus potenciais, além de insegurança. 

O medo de passar pela experiência faz a vítima de bullying isolar-se, não conseguir se manter em um trabalho, ou escola/faculdade. Em casos mais extremos a pessoa pode até a tirar a própria vida.

E os agressores, sofrem ou se prejudicam com a prática? 

Sim. O agressor pode ser visto como uma pessoa imatura, insensível, triste e até mesmo invejosa pelos outros, pois se espera um comportamento diferente. O círculo de amizade do Bully (ou agressor) é limitado, composto de pessoas que possuem o mesmo sentimento que ele e isto não apoia no desenvolvimento pessoal e profissional do agressor. Além disto, quem pratica o bullying já vive algum tipo de sofrimento interno e por perceber que não está conseguindo o que quer com a prática, podem desenvolver (se já não possuir) o mesmo quadro clínico daquele que sofre bullying.

As crianças recorrem aos adultos quando se sentem intimidadas. No caso de adultos, devemos recorrer a alguém no ambiente de trabalho?

A melhor forma é resolver com quem pratica. Manter uma postura segura, madura e com foco na solução tende a dissolver a prática, pois o “alvo” não permitirá colocar-se na posição de vítima, e com isto o agressor perderá o objetivo. Recorrer ao superior imediato, ou alguém próximo deverá ser feito de forma clara e transparente, para não gerar constrangimentos, uma vez que não sabemos como este terceiro irá conduzir a situação além, é claro, do comportamento do agressor.

É possível que o bullying tenha algum efeito positivo?

É possível sim. O bullying é um comportamento destrutivo para quem pratica e para quem é vítima e ele pode ser um termômetro para ver que é hora de apoiar ambos os lados. Só existe bullying quando o praticante vive um conflito interno, é um pedido de ajuda de uma pessoa que não sabe como fazê-lo. E quando o praticante possui suporte é capaz de largar totalmente tal pratica tornando-se uma pessoa muito melhor.

Para a vítima, por mais difícil que seja perceber isto, só acontece o bullying, pois há algo em seu comportamento, postura ou ação que gera insegurança e/ou inveja no agressor. Talvez seja hora de perceber que você é muito mais que imagina.

Psicólogo João Eduardo
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