Cantoterapia

Cantoterapia

Sônia Joppert

O ditado é antigo, bem batido, mas essencialmente verdadeiro: "quem canta", seus males espanta. E espanta mesmo. A jornalista Sandra Malafaia que o diga. Praticante da cantoterapia há bastante tempo, ela começou por acaso - e nunca mais parou. "Desde pequena eu gosto de música e costumava cantar. Decidi ficar porque não é apenas uma aula de canto, é também uma terapia de grupo. Ela te desinibe. Eu resgatei a minha autoestima com o curso. Na época, eu estava meio para baixo, porque estava me separando", conta. "Antes eu ficava nervosa, não conseguia me expor, falar em público. Agora eu falo, canto, danço, o que for, sem nenhum problema".

Ela fez aulas na oficina de música Sônia Joppert, que fica na Gávea, no Rio de Janeiro. E é a própria Sônia quem confirma os benefícios da prática, criada (e patenteada) por ela há mais de 25 anos. "A cantoterapia se propõe a aprimorar a voz cantada, mediante exercícios musicais e terapêuticos que atuam também sobre o corpo e a emoção. Ela aborda o ser humano em sua plenitude, privilegiando o desenvolvimento do lado direito do cérebro. É um trabalho holístico, integral", garante a professora.

Segundo ela, por meio dessa terapia é possível atingir e melhorar os aspectos psicológicos dos indivíduos. "Através de numerosos exercícios, os alunos entram em contato com as suas dificuldades e aprendem a cantar e se exprimir com liberdade". O treinamento é baseado no incentivo, no elogio e na crítica construtiva e afetuosa. "Para poder cantar, é necessário que o aluno perca o medo, em todas as suas manifestações: medo de errar, de ser criticado, de se expor, de ser rejeitado".

As aulas podem ser feitas por pessoas de qualquer idade e acontece em grupos de no máximo 14 pessoas, uma vez por semana. O custo do curso é de R$ 320 por mês e as turmas são permanentes.

Além da cantoterapia, Sônia oferece também um "workshop de canto", que além da terapia em si, oferece práticas de relaxamento. "Acontece num hotel, num final de semana, longe do Rio de Janeiro. O último aconteceu em Búzios e reuniu 40 pessoas", conta Sônia. Os workshops são realizados até três vezes por ano e o preço depende do hotel. Esse último custou R$ 600, com tudo incluso, da alimentação e estadia às aulas de canto.

A parte mais legal da cantoterapia é que a pessoa não precisa saber cantar para participar. Para Sônia, a importância está em estimular essa prática visceral, que está com o ser humano antes mesmo da fala. "Com as aulas, as pessoas se sentem melhor. Há um super desenvolvimento da autoestima", define. E isso importa mais que tom e timbre. A afinação conquistada está além da voz...

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