Cérebro treinado para dieta

Autora do livro ‘A Dieta de Manhattan’ afirma que é possível reorganizar o paladar

Cérebro treinado para dieta

As mulheres de todo o mundo invejam as esbeltas e elegantes francesas que não dispensam uma boa comida, mas sempre em porções pra lá de moderadas. E, não são apenas as europeias que chamam a atenção pela sua boa forma física, as japonesas e as australianas além de corpos bonitos também exibem uma pele de pêssego. Mas, e as poderosas nova-iorquinas, como fazem para manter a silhueta em meio às perdições gastronômicas de Manhattan e seus hambúrgueres de foie-gras, cupcakerias e happy-hours regados a Champanhe? Se você pensou: ‘ passando fome’; ledo engano. De acordo com a autora do livro " The Manhattan Diet" (A Dieta de Manhattan), Eileen Daspin, o seu cérebro é o seu maior aliado na hora de começar o regime, isso por que a maioria da mulheres pensam que emagrecer é sinônimo de privação, quando na verdade não é.

Em entrevista ao site New York Post, ela revela que o segredo dessas mulheres é não deixar de comer nada; elas simplesmente têm uma dieta balanceada e ocasionalmente se permitem uma extravagância ou outra. Mas, como reprogramar o seu cérebro e conseguir driblar o efeito sanfona e reduzir as medidas de uma vez por todas. Ela também explica que diversas pesquisas mostram que o cérebro leva 21 dias para quebrar um hábito, ou seja, em menos de um mês é possível mudar alguns aspectos do seu comportamento.

Para começar o processo defina quais são os alimentos ‘gatilho’ capazes de desencadear a compulsão por comida - aquele salgadinho que você não consegue resistir, por exemplo, mas nada de fazer tudo de uma vez só. "Tente deixar de comer determinado alimento por 10 dias; outro tipo por mais 10 dias e assim por diante. Então, quando consumi-lo de novo, o desejo desenfreado terá ido embora. Essa é uma forma eficiente de reorganizar o paladar", diz Eileen que elaborou o regime depois de ter visto dados nos quais apontavam que as mulheres de Manhattan eram mais magras que as dos outros bairros de Nova Iorque, cidade com o menor índice de obesidade das americanas; 42% contra a média nacional de 67%.

Para dar embasamento ao seu estudo, ela recrutou 25 mulheres para mapear seus hábitos alimentares e estilo de vida. Em sua pesquisa ela descobriu que as mulheres nessa área da cidade preferem andar a pé ao invés de pegar um táxi, além de dispensar as sobremesas calóricas e beliscos entre as refeições principais. Eileen ainda adverte que o treino deve ser feito igual ao preparo físico e psicológico de um atleta, de maneira gradual. Mas, para quem tem dificuldade de resistir às tentações, ela dá as dicas: evite ter comidas calóricas em casa; coma sempre em pequenas porções; prefira alimentos in natura; e exercite-se mais.

Agora, se o seu maior problema é controlar a boca, a autora diz que um truque para saciar a vontade de comer doces enquanto está começa a cortar as bebidas e alimentos mais calóricos é adicionar um fio de leite ao seu chá-verde. "Isso aparentemente faz o leite ficar com o gosto e textura parecidos com um sorvete derretido", conclui Eileen.

Por Paula Perdiz

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