Cirurgia de Redução do Estômago

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Cirurgia de Redução do Estômago

As cirurgias de redução de estômago têm se mostrado como ótimas opções para pessoas consideradas obesas.

Entre os vários modelos, o mais comum é o Bypass gastrojejunal, também conhecida como Fobi-Capella. Considerada uma cirurgia mista, ela combina a redução do estômago com um grau de desvio do intestino delgado e apresenta baixos índices de mortalidade.

"O estômago fica com 5% do tamanho original, em torno de 5 a 6 cm, com capacidade de uma xícara média de leite. É feita uma bolsa gástrica nova, o estômago é separado em dois por um anel de silicone e o lado maior é inutilizado", explica o gastroenterologista José Carlos Pareja, especialista em cirurgia da obesidade e cirurgia digestiva.

"Esse lado que ficou inutilizado é onde fica o hormônio grelina, o famoso hormônio da fome. Ele é o responsável pela saciedade, aquela vontade de comer doces, chocolates e guloseimas, que se dá principalmente nas mulheres. Quando é feita a cirurgia de redução do estômago, a pessoa perde de 60 a 70% da fome, por isso pode comer menos que não sentirá a mesma fome de antes", continua o especialista.

Esse tipo de operação diminui definitivamente a fome nos pacientes, que com um novo estômago pequeno, ingerem uma quantidade muito menor de calorias, levando a uma perda média de 35 a 40% do peso inicial. Depois deste período, o organismo se defende e a pessoa pode ganhar em média 10% do peso mínimo que ela alcançou. Geralmente, o processo de emagrecimento leva dois anos e se estabiliza.

Luciana Steca, 28 anos, fez a cirurgia com 21 anos. "Cheguei a emagrecer 60 quilos e pesar 59 quilos. Hoje estou com 74 quilos. A família do meu pai sempre teve problemas de obesidade. Cheguei a fazer dietas, mas não emagrecia a mesma quantidade. Além disso sempre engordava tudo de novo", conta.

A instrumentadora de São Paulo conta que fazer a cirurgia foi um passo muito importante em sua vida. "Tudo mudou, até a relação com minha família e com meus amigos. Não queria ficar dependente de remédio a vida inteira, mas tem que ter muita força de vontade. No pós-operatório, são 30 dias só à base de líquido. É preciso acompanhamento psicológico, tanto antes, como depois. Mudar totalmente os hábitos de vida acaba-se tornando necessário", complementa.

"Não é a comida que engorda a pessoa. O que engorda é a mania de beliscar o tempo todo: bolachinha, biscoitinho, etc. As pessoas que têm mais problemas, solitárias e deprimidas, usam a comida como apoio ou fuga, principalmente as mulheres", acrescenta Pareja.

As cirurgias de redução do estômago são indicadas para quem tem índice de massa corpórea acima de 35, diabéticos, hipertensos e pessoas com problemas pulmonares. Segundo o gastroenterologista, a gravidade da obesidade é a gordura visceral, aquela que fica em volta da barriga. As pessoas que mostram mais gordura na região do bumbum e da coxa têm menos chances de contraírem problemas de saúde. Esse tipo de gordura é a última a ser queimada, para desespero de algumas mulheres.

A idade mínima para passar por esta operação, pela lei, é de 18 anos, mas casos mais graves, como diabetes e hipertensão permitem que a cirurgia seja feita em pessoas mais novas. Em crianças, se faz cirurgias intermediárias, que só mexem no estômago, com uma espécie de banda. Quando forem mais velhas, faz-se a operação normal.

No Brasil, são feitas 25 mil operações de redução do estômago por ano, considerando que existem de dois a três milhões, de obesos com indicação a cirurgia. O índice de morte dessa cirurgia é de 0,5 a 1%. Esses índices são muito menores se considerarmos a mortalidade decorrente da obesidade mórbida em 10 a 15 anos, nos doentes não operados.

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