Como andam as suas maneiras?

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Como andam as suas maneiras

É muito fácil criticar alguém que faz algo mal educado e não perceber que, nas pequenas coisas, podemos estar fazendo o mesmo. São os atos do dia-a-dia que definem o caráter e, também, a deselegância. E isso não tem nada a ver com classe social. As gafes são de todos.

"A falta de paciência, a grosseria no trânsito, a falta de respeito para com vizinhos, para com os mais velhos, tudo isso é deselegante. Convivemos com gafes o tempo todo - da classe A à classe E. As pessoas precisam perceber que de nada vale saber portar-se à mesa de forma impecável se lhes falta elegância em todo o resto. Elegância reside em ser e não em ter", diz a consultora de etiqueta empresarial e marketing pessoal Célia Leão.

Não jogar lixo pelas janelas dos carros, respeitar e priorizar idosos, não falar palavrão. Tudo isso faz parte das boas maneiras. Célia explica que é muito comum as pessoas confundirem tudo isso com formalidade. Uma coisa é totalmente diferente da outra. "Confundir as duas coisas é um erro enorme. Os pais de antigamente talvez fossem mais preocupados em sinalizar limites para seus filhos e hoje, com a confusão entre amizade e respeito, você tem pessoas absolutamente sem saberem os limites que podem ir sem faltar com a educação para com os outros", lamenta.

Para aquelas pessoas que passam a vida se preocupando com a imagem - ou que precisam se preocupar por conta de algum trabalho - Célia deixa a dica: "cuide de sua postura e de sua polidez o tempo todo. Todas as vezes em que a pessoa sai de seu círculo íntimo de familiares e de amizade, deve estar atenta à sua maneira de agir e de falar. Isto é um bom conselho para aquele que não quer chorar nem se arrepender mais tarde por coisas inadequadas ou erradas que fez na vida".

Muito da educação é vinda de berço. Isso é bem verdade, mas não significa que aqueles que não tiveram uma educação mais formal não possam tornar-se espetacularmente elegantes. Para isto, basta um pouquinho de força de vontade, apenas. "Se a educação vem de casa, significa que, desde pequenininha a pessoa vem sendo orientada sobre o certo e o errado. Se isto não aconteceu, vai requerer mais esforço de quem quer mudar - afinal, estamos falando sobre inúmeros hábitos-reflexo", esclarece Célia, que também é autora dos livros "Boas Maneiras de A a Z" e de "A Etiqueta da Sedução" (Editora STS).

A consultora indica que o melhor mesmo é fazer da polidez um hábito. Sem forçar. "Porque tudo aquilo que é falso ou forçado, mais cedo ou mais tarde vai ser percebido e descoberto pelos outros", adverte.

Para encerrar, Célia conta que uma de suas alunas levantou a seguinte questão: existe algum teste para sabermos como estão nossos modos? Isso a inspirou a escrever algumas perguntas, numa espécie de teste. Confira:

1) Ao levantar-se pela manhã, você tem o hábito de desejar um bom-dia a todos aqueles que cruzam seu caminho pela primeira vez? Note que esta pergunta vale da hora em que você acorda até o meio-dia

2) Quando você está sentado à mesa e levanta-se, costuma colocar a cadeira que estava usando no lugar onde a encontrou? (e não importa que mesa seja: reunião, trabalho, refeições da casa, restaurante, bar

3) Se o telefone toca, você atende e percebe que é engano, costuma ser polido ao avisar isso a quem chamou e despede-se da pessoa antes de desligar? E quando é você quem comete o engano, como se porta ao descobrir isso?

4) Você está no trânsito e avista uma pessoa querendo atravessar a rua. Olha pelo retrovisor e percebe que não haverá risco algum se você frear seu carro: faz isto ou acelera ignorando o pedestre?

5) Você está no carro e seu telefone celular toca: atende ao chamado ou deixa que quem está lhe chamando deixe um recado em sua caixa postal?

6) Em época de eleições: qual é sua reação quando conversa com alguém que o "cutuca" o tempo todo e que irá certamente votar num candidato que não é o seu?

7) E na Internet, como andam suas maneiras? Responde a todos os e-mails que recebe? É dos adeptos daquelas correntes e passa indiscriminadamente a todas as pessoas que são parte de sua lista de endereços ou tem o cuidado de enviar cada mensagem separadamente, de forma a não divulgar o endereço eletrônico de seus conhecidos?

8) Como é sua relação com a comida? É "bom de garfo", vive de regime e apregoa isso aos quatro cantos, reclama muito de comida, é aberto a experimentar novos pratos?

9) Você está num restaurante, pede a nota ao garçom e percebe que a conta não traz a despesa de couvert e nem das bebidas consumidas no bar - o que você faz?

10) Numa loja de roupas: você experimentou algumas peças que não caíram exatamente da melhor maneira em seu corpo. A vendedora foi de uma delicadeza ímpar e trouxe tudo aquilo que você pediu e coisas que ela imaginava, pudessem lhe agradar - qual é a sua atitude?

11) Qual é a média de elogios que você faz aos outros por dia?

12) E, sobre o assunto elogiar: você chega ao trabalho e percebe que seu chefe está usando uma roupa nova, chamativa que não agradou a você em absoluto. Como se não bastasse, na primeira oportunidade ele pergunta sua opinião sobre seu novo visual: qual é sua resposta?

Vale ler, refletir e fazer uma auto-avaliação. O recado de Célia é claro: "Devemos deixar de olhar para os outros com tanta frequência e cuidarmos de olhar mais para dentro de nós mesmos".

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