Constelações familiares

Constelações familiares

Constelações familiares é um nome genérico para um tipo de terapia que existe há algum tempo, mas é pouco conhecida. Diferente de uma terapia comum ou um tratamento isolado, a pessoa trabalha em conjunto. Como se fosse um "teatro", o paciente - chamado de constelando - escolhe alguns dos convidados, conhecidos ou não, para representarem ele mesmo e pessoas de sua família que fazem parte da situação a ser resolvida. É relatado o que se deve fazer e a dinâmica começa.

"Ao contrário da terapia clássica, a pessoa pode ou não estar com parentes diretos. Depende da situação. Às vezes, os parentes vão para dar apoio ao constelando. Outras, o constelando ficará melhor se fizer a terapia sem familiares presentes. Não é incomum pessoas de uma mesma família participarem da mesma consulta, ou mesmo uma família inteira", conta o terapeuta Gustavo Mamede Fonseca, responsável pelas constelações do Espaço Integração, em São Paulo.

A ideia da terapia é resolver uma situação, o que eles chamam de fenômeno observado, com diversas pessoas interagindo para achar a raiz do problema e resolvê-lo. Aquelas que são chamadas para interpretarem alguém não têm um conhecimento prévio de quem irão representar ou dado algum. O objetivo final é dar ao constelando uma oportunidade de conscientizá-lo sobre o porquê de o trauma existir. "Uma mulher que não consegue se relacionar afetivamente com alguém pode apresentar essa barreira porque é fiel a uma tia, por exemplo, que morreu solitária. Então, a moça não consegue manter um relacionamento porque é como se estivesse traindo essa tia. Isso tudo é inconsciente. Inconscientemente ela faz algo para que esse relacionamento não perdure".

Gustavo explica que existem diversos motivos pelos quais o paciente pode procurar o programa. "A terapia vai olhar para aquilo que não é sabido, como emoções que estavam escondidas aos olhos daquela família", diz. Geralmente a questão apresentada é algo que se perpetua há muito tempo e a pessoa não sabe como resolver. É a oportunidade de constelar um trauma!

A consulta depende muito de como a interpretação das pessoas se desenvolve durante o tempo. "Uma consulta rápida demora em média 20 minutos. Uma lenta, duas horas. Mas isso varia muito. Eu costumo fazer consultas em uma noite, durante um período de três horas", conta Gustavo.

O terapeuta ainda recomenda que as pessoas não façam um tratamento muito próximo de outro. "É legal que se dê um tempo entre uma consulta e outra. Esse tempo serve para a pessoa aceitar o que descobriu e esperar para ver como isso vai atuar na vida dela", sugere.

Não há limite de pessoas - e com duas o processo já pode ser realizado. O limite é somente de espaço. O que couber na sala, vale. No entanto, Gustavo afirma que é bem mais interessante que participem ao menos seis pessoas, para que a dinâmica seja boa.

Mais informações, no site www.espacointegracao.com.br.

Comente

Últimas