Crenças

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Crenças

Desde que nascemos vamos criando mapas internos e gravando em nosso inconsciente. São as nossas verdades. A isso damos o nome de crenças. Nós as usamos para dar sentido ao mundo.

Nós partilhamos muitas das nossas crenças com o resto do mundo e isso nos conforta. Acreditamos, por exemplo, que se deixarmos os corpos suspensos no ar, eles caem, é a lei da gravidade. Sabemos que o fogo queima e acreditamos nisso. Sabemos que não devemos saltar de determinada altura. Mas, no que diz respeito a nós mesmos e ao mundo em que vivemos, nossas crenças não são tão claramente definidas. As pessoas não são tão constantes e imutáveis quanto é a força da gravidade.

As crenças nascem de varias fontes, como da educação na infância, de exemplos de pessoas, de traumas e de experiências repetidas. Quando acreditamos em alguma coisa, agimos como se isso fosse verdade. Pode não ser verdade para outros, mas é para nós.

Por outro lado nossos comportamentos mantém e reforçam nossas crenças. As crenças criam resultados. Um provérbio diz: "que quer você acredite que pode ou não pode fazer algo... você está certo".

As crenças não nascem conosco, são adquiridas, são mutáveis e se desenvolvem. Podemos ressignificar uma crença que foi instalada na nossa mente por outras pessoas, para que ela seja útil no presente. Se ouvimos muito na infância "não dê confiança para estranhos", isso implicava um cuidado que deveríamos ter com nossa segurança. Já adulto essa crença não tem muito sentido, pois sabemos como nos defender.

No emagrecimento tem valor a crença que diz respeito a alimentação. Se o pai fala que "não come verdura porque não é coelho para comer mato", algum filho poderá interpretar que "comer verdura é ruim" porque seu pai falou. Essa criança possivelmente não comerá verdura no futuro enquanto a sua mente consciente e madura de adulto não ressignificar essa crença. Comer verdura é saudável.

Outra crença que atinge muitas pessoas desde a infância é a de comer bastante e o que gosta. Essa vem dos que ouviram pais falarem que "em casa se come bem". A criança pode interpretar que "comer bem" é "comer bastante e o que dá prazer". Ela precisa ser modificada para comer por necessidade do organismo e uma quantidade adequada.

Também é comum a crença de que "casar engorda" ou "ter filho engorda e deforma o corpo". A menina com essa crença, quando casar comerá demais inconscientemente para justificar essa idéia. Da mesma forma engordará demais durante a gravidez, pois comerá muito inconscientemente.

Resumindo, essas crenças precisam ser reformuladas à luz dos conhecimentos atuais com muita repetição para serem substituídas. Uma crença cristalizada no inconsciente precisa de muita repetição consciente para ser reformulada.

Aguardo perguntas e sugestões.

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