De olho no futuro

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Como traçar metas que atendam à nossa realidade?

De olho no futuro

A atual corrida contra o relógio para a realização de nossas atividades diárias faz com que fiquemos apenas com o corpo fincado no presente. Nossa cabeça, no entanto, viaja entre o passado e o futuro. Uma hora ficamos nostálgicos e pensamos: "ah, no meu tempo, as coisas eram diferentes e melhores". Outra hora nos mostramos ansiosos em relação ao futuro: "quando eu me formar, eu vou...", "quando eu comprar meu carro, casar, emagrecer eu vou...".

Pelo menos esta é a percepção que Branca Barão tem sobre o homem moderno. A palestrante, especialista em comportamento humano e autora do livro "8 ou 80 - Seu melhor amigo e seu pior inimigo moram aí, dentro de Você!", acha que uma boa forma de traçar o futuro é cada pessoa encontrar um sentido próprio para as palavras sucesso, realização e, principalmente, felicidade.

"Será que você precisa mesmo de tudo o que vê na TV e no shopping para ser feliz? Criar uma lista, definindo, por prioridade, o que realmente é importante vai lhe fazer feliz e tirar boa parte das preocupações da sua cabeça", orienta Branca.

A especialista pensa ainda que precisamos definir qual ‘querer’ é realmente nosso e qual é reflexo do que vemos nas vitrines ou nas mãos de nossas amigas. Se queremos um carro melhor, que as razões sejam segurança e conforto, por exemplo, e não porque está na moda ou simplesmente por ser melhor que o que nós temos, ou pior, porque nosso vizinho tem um.

O que é muito comum é nosso cérebro querer seguir um caminho já trilhado por outros, na intenção de minimizar riscos e arrependimentos. Mas "imitar" os outros não é garantia de sucesso. "Não é porque deu certo para alguém que seremos felizes seguindo o mesmo caminho. Vejo que é muito difícil criarmos coragem e fazermos aquilo que manda nosso coração. Inclusive, a palavra coragem vem daí, e significa agir com o coração!", lembra Branca.

Existem vários caminhos para você projetar seu futuro, sem se prender ao plano dos outros e seguindo o seu coração. A especialista em comportamento humano dá as dicas:

- Decida o que é importante de forma realista e específica. Não adianta querer comprar um helicóptero daqui a um ano ou ter R$ 100 mil na poupança se até hoje você não conseguiu guardar nem R$ 1.000. É preciso reconhecer o que é realmente possível e viável para você. Vira e mexe prometemos em frente ao espelho que vamos perder 20 quilos em um mês. Isso não existe. Esse tipo de meta já nasce querendo fracassar!

- Divida a meta em pequenos pedaços que possam ser realizados em um espaço de tempo mais curto. Isso torna possível a realização de cada etapa e ainda lhe motiva cada vez que alcançar um novo degrau de sucesso.

- Preste atenção durante o percurso para ter certeza que está no caminho certo. A cada novo degrau alcançado, tenha a certeza de que merece alcançar aquilo que se programou!

Juliana Falcão (MBPress)


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