Depressão e Ansiedade: vilões do emagrecimento?

Depressão e Ansiedade vilões do emagrecimento

Quando resolvemos seguir um programa de eliminação de peso, já temos a consciência de que enfrentaremos algumas restrições.

Se decidimos seguir o programa, é porque estamos querendo ficar melhores do que estamos. Não importa quantos quilos precisamos eliminar. Importa que estamos nos querendo bem, estamos na verdade nos fazendo um carinho...

Muito bem, quando estamos totalmente empenhados, parece que os problemas começam a despejar em nossas cabeças como uma grande avalanche. Problemas no trabalho, financeiro, conjugal, familiar não querem saber se decidimos ficar em paz com nossos corpos. Eles se instalam sem nenhuma cerimônia.

Nos aborrecemos tremendamente.

E é evidente que, em momentos de turbulência, reduzir de peso deixa de ser prioridade. Entretanto, quando optamos em fazer uma reeducação alimentar, os problemas já existiam, tanto faz em que escala. De repente, eles tomam uma proporção enorme, só porque decidimos que queríamos emagrecer... Evidente que as coisas não são bem assim.

Os problemas que enfrentamos podem gerar depressão e/ou ansiedade, mas a medicina não classifica comer como remédio para nossos problemas. Nós é que elevamos algo tão prazeroso à categoria medicamentosa. Comer não é - e nunca será - remédio para nenhum problema de ordem social, emocional, financeiro.

Na verdade, quando saímos fora do programa alimentar a que tínhamos nos propostos, frente a alguma turbulência, estamos desviando o foco do problema central. Transferimos o problema de setor, ou seja, geramos culpa, aumento de peso, angústia, e passamos a nos preocupar com nosso corpo, com a balança, que são bem mais fáceis do que filhos, dinheiro, insatisfação profissional.

Trazemos os problemas que estavam lá fora, para os nossos corpos, pois este temos a certeza que fomos nós que criamos e só dependerá de nós a solução. De mais ninguém.

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Assuntos relacionados: psicologia emagrecer ansiedade depressão

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