Depressão II

Depressão II

Saiba quais os tratamentos indicados

Quando falamos em depressão é comum haver algumas dúvidas, como: "Quais são os sintomas mais comuns? Se eu me identificar com os sintomas descritos quer dizer que estou deprimida? Devo procurar um profissional? Qual? Terei que tomar remédio? Por que? Posso tomar o remédio que minha amiga está tomando? Os relacionamentos pessoais podem acentuar minha depressão?" As dúvidas são muitas e se você se identificar com os sintomas descritos abaixo, é aconselhável que procure um psicólogo e tire todas as outras dúvidas. Faça uma lista para que não esqueça de perguntar nada.

Quando temos alguma emoção em excesso, como a tristeza, podemos ficar em depressão, mudando muitos de nossos comportamentos, o que pode interferir diretamente em nosso relacionamentos pessoas, afetivos e profissionais.

Quando estamos deprimidos tendemos a ter mais pensamentos negativos a respeito de nós mesmos, com autocríticas constantes e também pensamentos negativos em relação ao mundo e ao nosso futuro.

Esses pensamentos são prejudiciais porque contribuem para diminuir a auto-estima e autoconfiança, interferindo em nossa vontade de fazer as coisas, principalmente aquelas que poderiam ajudar a nos sentir melhor.

Mas os sintomas não são apenas esses. Para ajudar você a identificar o que sente, segue abaixo os sintomas mais comuns da depressão:

  • Tristeza intensa
  • Sentimento de culpa
  • Irritação
  • Menos interesse em atividades que antes proporcionava prazer
  • Foge ou evita pessoas
  • Dificuldade para se concentrar
  • Dificuldade em tomar decisões
  • Pensamentos de morte recorrentes
  • Desejo de suicidar-se
  • Baixa auto-estima
  • Não sente esperança no futuro
  • Autocrítica intensa
  • Cansaço ou perda de energia
  • Alteração no padrão do sono
  • Alteração do apetite
  • Desejo sexual diminuído
  • Se você se identificou com esses sintomas é indicado que procure um psicólogo que confirmará ou não o diagnóstico, o qual também poderá recomendar uma consulta com um médico psiquiatra, pois é ele quem irá avaliar a necessidade ou não de medicação, pois algumas pessoas precisam de um antidepressivo.

    Diferentes medicações antidepressivas podem ser prescritas dependendo dos sintomas que você apresenta e o efeito que você e seu médico desejam alcançar, por isso não resolva por si mesma que está com depressão e nem comece a tomar o remédio que sua amiga está tomando e que está se dando bem, pois ele pode servir para ela, mas não para você.

    Mesmo tomando a medicação indicada por um profissional, nem sempre terá efeito logo no início, podendo levar de duas a quatro semanas ou mais para seu efeito benéfico. Também pode acontecer de não responder de forma positiva à medicação inicial prescrita, o que precisa ser comunicado ao médico, que tentará outro remédio até que o efeito desejado seja alcançado. Mas é preciso lembrar que há também efeitos colaterais como boca seca, sonolência e alterações de peso, mas geralmente esses efeitos diminuem ou desaparecem após a medicação ser tomada por um certo período.

    Nem todos gostam de tomar medicação, havendo uma resistência em procurar um médico psiquiatra, por isso é importante entender o motivo que em alguns casos a medicação é indicada.

    Quando estamos deprimidos a produção cerebral de serotonina e/ou noradrenalina, substâncias químicas naturais do cérebro que afetam o pensamento e o humor, encontram-se diminuídas. Os antidepressivos ajudam a aumentar os níveis dessas substâncias químicas, restabelecendo o equilíbrio dessas substâncias. Tendo encontrado um antidepressivo eficaz juntamente com seu médico, provavelmente você o tomará por um período de seis meses a um ano e, dependendo do caso, por mais tempo.

    É difícil uma pessoa se recuperar da depressão se convive com alguém que a critica constantemente, não lhe respeita ou se que sofre algum tipo de abuso. Mas alguém deprimido também pode comprometer relacionamentos saudáveis.

    Por mais vontade que tenha de fechar-se num quarto escuro, sem contato com ninguém, lembre-se que ao agir assim só irá acentuar seu sofrimento. Se puder, procure planejar fazer atividades agradáveis, mas não espere achar as atividades tão agradáveis como achava antes de ficar deprimido. Ainda que seja difícil, comece aos poucos, mas faça um pouco mais por você. Comece a aceitar o que está sentindo e tenha consciência que você pode melhorar e voltar a ter prazer em viver.

    O tratamento bem-sucedido da depressão resulta na melhora de todos os sintomas, mas que para isso aconteça é importante o acompanhamento com um psicólogo para elaborar os conflitos emocionas, e dependendo de cada caso, ter também o acompanhamento com um psiquiatra. Procure ajuda, isso não é vergonha e nem quer dizer que está ficando louca.

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