Do-In

A massagem que pode amenizar dores

DoIn

Baseado na perspectiva taoísta de refinamento espiritual, o Do-In é uma técnica da medicina tradicional chinesa utilizada para tratamento de patologias. Esse é um método de massagem que, através de estímulos de certos pontos específicos de circulação da energia vital, é capaz de diagnosticar e amenizar dores e proporcionar o bem-estar.

Milene Andrade, praticante da medicina chinesa há oito anos, conta: "Essa técnica é capaz de curar desde uma simples dor de cabeça por intoxicação alimentar, inflamação de garganta e otite até uma patologia mais séria, como trauma emocional, depressão, tendinite ou TPM."

De acordo com as antigas práticas chinesas, existem mais de 1000 pontos de acupressão no nosso corpo, ou seja, locais que podem ser pressionados com os dedos. Esses podem ser massageados para melhora de dor local e de órgãos correspondentes específicos associados a cada ponto.

Semelhante à acupuntura e com o mesmo princípio dos pontos, a técnica existente há mais de cinco mil anos e é indicada para as pessoas que não toleram o uso de agulhas, como pessoas com câncer ou que estão fazendo quimioterapia. "Poderá, sim, substituir as agulhas de acupuntura e ainda possui a vantagem do tato", afirma Milene.

A diferença entre a acupuntura e o Do-In é que, no primeiro, são usadas agulhas para comprimir os pontos, já no segundo, a compressão é feita com os dedos, cotovelos ou com alguns dispositivos especiais, como bolas de acupressão e tapetes específicos.

Milene Andrade, após 15 anos como massagista e aprofundando seus conhecimentos no assunto, percebeu que o Do-In pode auxiliar no tratamento de sequelas deixadas pelos partos cesarianos, como problemas respiratórios, ansiedade, insegurança, baixa libido, etc., tanto nas mães quanto no filho.

Além disso, as mães podem fazer a massagem em seus bebês, mesmo que recém-nascidos, após receberem as instruções de um profissional. "Do-in é bem indicado para crianças com bronquite, asma, ansiedade, insônia, refluxo, etc.", conta a doutora Aparecida Enomoto, especializada em Acupuntura pela Universidade de Medicina Tradicional de Beijing.

É importante notar que, apesar de poder ser feita pelo próprio paciente, os benefícios são bem maiores quando a pessoa recebe as massagens de alguém. "Para ocorrer a troca de energia, é bom que o Do-In seja feito por outra pessoa. A pessoa que faz precisa ter o dobro da ‘força vital’ do paciente. Então, se a pessoa que recebe é magra, pálida e doente, tem de receber de uma pessoa forte, sadia, de pele rosada. Às mulheres é preferencial que se receba a massagem de um homem", explica Aparecida.


Juliany Bernardo (MBPress)

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