É hora do lanche

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É hora do lanche

O controle da obesidade em crianças e jovens no Brasil deveria ser beneficiado por uma política específica de saúde. A obesidade já é preocupante, embora não tenha atingido níveis epidêmicos como em outros países, mas há estudos demonstrando que esse perigo existe.

Se as crianças e os jovens receberem na escola orientação sobre nutrição, poderão aprender a escolher os alimentos que devem comer e saberão que suas escolhas terão influência na saúde. Os professores de educação física deveriam motivar seus alunos a permanecerem fisicamente ativos não apenas em suas aulas. Todavia, enquanto as crianças não estiverem preparadas para escolher uma alimentação adequada, cabe aos pais a tarefa de transmitir orientação correta para um estilo de vida saudável.

No início das aulas, volta a preocupação diária com o conteúdo das lancheiras. Segundo os nutricionistas, oferecer somente produtos industrializados pode prejudicar o paladar da criança. É necessário insistir em alimentos como frutas e hortaliças, mesmo com a recusa dos filhos.

Uma técnica utilizada consiste em incluir alimentos que agradam as crianças, sem deixar de insistir no consumo dos mais saudáveis. Com o tempo e estímulo, a criança terá a curiosidade de experimentá-los. Preparar diariamente o lanche e adaptá-lo ao gosto das crianças requer paciência. Não é tarefa fácil, mas é importante para estabelecer hábitos saudáveis de alimentação.

Pedir ajuda à criança, fornecendo orientação sobre a qualidade e a quantidade dos alimentos, gera envolvimento no processo de preparo do lanche e desenvolve a consciência sobre a importância dos alimentos. A coerência entre o que é oferecido nas refeições em casa e a merenda escolar, com a utilização de alimentos saudáveis, aumentará a probabilidade de a criança e de toda a família conservarem a saúde e o peso adequado.

Muitas escolas sugerem cardápios para o lanche, facilitando a tarefa de prepará-lo. Também existem empresas que entregam nas escolas lanches balanceados por nutricionistas. Alguns pais e colégios costumam reservar um dia da semana para os lanches com guloseimas. Esse procedimento em nada favorece a criança, pois a rotina alimentar do final de semana costuma ser mais calórica, com sorvetes, chocolates, pizzas etc.

O alimento calórico dado como prêmio estabelece uma dinâmica em que a criança é incentivada a permanecer obesa, pois implica na valorização de alimentos inadequados à saúde.

A razão é influenciada fortemente pela emoção, e muitas vezes os pais se deixam levar pelo apelo das crianças e desistem de insistir na alimentação correta dos filhos. É comum pais pressionarem os filhos para emagrecer, com conselhos e advertências, sem retirar guloseimas, frituras e alimentos calóricos do cardápio diário. Isso confunde a criança, que ainda não tem condições de escolher o que é mais saudável.

Numa escola da prefeitura de S. Paulo que forneceu orientação nutricional às crianças, a professora relatou que elas passaram a comer durante o lanche as maçãs que antes usavam para atirar umas nas outras. Mudanças de atitude como essa, demonstram que crianças bem informadas sobre a importância da alimentação poderão refletir sobre os benefícios de hábitos alimentares saudáveis e saberão dizer não aos alimentos saborosos que não trazem benefício para a saúde. Os pais são responsáveis por essa conscientização. O corpo saudável agradece por um lanche escolar balanceado!

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