Erosão interior

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Erosão interior

Certa vez, grande parte de uma árvore caiu perto de onde havíamos morado durante 18 anos. Em minutos vários de nós estávamos reunidos para lamentar a perda.

Enquanto estava ali, incrédulo, ocorreu-me um pensamento: Isto aconteceu há apenas alguns minutos, mas esse processo começou há muito, muito tempo. Nenhuma árvore se quebra subitamente. Quando conseguimos olhar por baixo da grossa casca da árvore, no ponto onde rachou, ficou claro que algum tipo de doença mortal vinha se desenvolvendo há anos. A prefeitura foi notificada e, em poucas horas, tudo desapareceu rapidamente.

As coisas não são assim quando se trata da queda de uma vida. Ao contrário das árvores, as pessoas não crescem sozinhas nem existem num mundo de independência impassível e difícil.

Nós nos misturamos e submergimos na vida uns dos outros. Durante todo o tempo há um apropriado respeito mútuo, e também pela privacidade do outro. Então, recuamos quanto à confiança em compartilhar com o outro, esferas demasiadamente pessoais e íntimas.

Aí está o "problema". Uma doença no âmago da faculdade cognitiva passa despercebida e não recebe tratamento. Ninguém sabe que a polpa por trás de nossa casca aparentemente sadia não é nem saudável nem sã. Portanto, a erosão mantém-se em processo lento, silencioso, secreto. Num certo dia, então, há um colapso súbito, uma queda terrível, que permite que todos vejam o que ninguém esperava.

Então, como as pessoas caídas não se assemelham a árvores, aquelas que estão ao redor dos que caem sempre se machucam. Uma família, um círculo de amigos, uma empresa, um grupo de admiradores distantes. A limpeza também nunca é eficiente. De fato, não há uma equipe para remover a evidência e varrer os escombros, e o dano demora em desaparecer, às vezes anos.

O que podemos aprender com essa analogia?

  • Primeiro: um bom começo não nos assegura necessariamente um bom fim.
  • Segundo: a erosão pode estar acontecendo, mesmo quando a casca parece sadia e o fruto tem bom sabor.
  • Terceiro: a força vem de dentro. Compartilhe com alguém os problemas e dificuldades que afetam seu interior, sua polpa. Procure ajuda.
  • Quarto: nunca tente se convencer de que seu desmoronamento não ferirá muito alguém. Ouça a sábia advertência do grande apóstolo do cristianismo, Paulo em uma de suas cartas recomenda: "Aquele, pois que pensa estar em pé, cuide-se para que não caia".
  • "Aquele, pois que pensa estar em pé, cuide-se para que não caia".
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