Espírito olímpico nos quatro cantos do mundo

Espírito olímpico nos quatro cantos do mundo

Em época de Olimpíadas todos respiram esporte. Restaurantes, lojas e campanhas publicitárias se voltam para este evento e também para o seu local, dessa vez, a China.

"Contagiante" talvez seja o adjetivo que mais define a Olimpíada. A rotina dos telespectadores gira em torno dos horários dos jogos e adivinhações de quem será o próximo adversário, qual sua estratégia e história. Nessa época, vale até conseguir uma folguinha do trabalho para assistir aos jogos, mas esse ano, o maior adversário dos torcedores brasileiros talvez seja o sono. Isso porque precisaremos manter os olhos abertos e passar noites em claro para acompanhar as competições em horário chinês.

"No mundo esportivo, não existe espetáculo mais grandioso do que os Jogos Olímpicos. Superação de limites, motivação de atletas, desafios, lágrimas de glória ou de desespero se misturam em quadras, tatames e ginásios. Este espírito toma conta da vibração, das emoções e do desejo daqueles que duelam e combatem para medir forças com os melhores de sua modalidade no mundo", comenta o psicólogo João Ricardo Cozac, presidente da Associação Paulista da Psicologia do Esporte (ASSOPAPE) e autor do livro "Com a cabeça na ponta da chuteira".

O tal do "espírito olímpico" se traduz no esforço de gigante, no "dar o sangue" de milhares de atletas, muitos sem apoio, patrocínio ou aplausos suficientes. Também se traduz no que tem valor real no esporte, a garra de superação, com atitudes pautadas no respeito, solidariedade e na excelência.

Quer imagem mais representativa do espírito olímpico do que o abraço das atletas da Rússia e Geórgia, após a entrega de medalhas? A crise atual pelo conflito na Ossétia do Sul não abalou as delegações dos países. A decisão de continuar em Pequim e o abraço das duas atletas serão lembrados sempre como exemplos de trégua e espírito olímpico.

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