Estresse crônico X Obesidade abdominal

Estresse crônico X Obesidade abdominal

Você sabia que a gordura localizada no abdômen pode não ser apenas a diferença entre calorias ingeridas e calorias gastas?

Pesquisas estão mostrando que o estresse pode fazer o corpo armazenar o excesso de calorias na região do abdômen, principalmente em mulheres.

Há dois tipos básicos de gordura: a visceral e a periférica. A periférica é armazenada logo abaixo da pele e aparece principalmente nas coxas e nos quadris. Representa menos riscos à saúde do que a gordura visceral, que forma uma camada de gordura ao redor dos órgãos internos. Pessoas com esse tipo de gordura têm maior probabilidade de apresentar doenças cardíacas, colesterol alto e diabetes.

Quando estamos sob forte tensão, o corpo fica estressado e produz níveis mais altos de adrenalina e cortisol. Esses hormônios ativam o armazenamento da gordura visceral. Se o estresse persiste por longo tempo, o resultado pode ser o aumento da circunferência abdominal, pois a gordura visceral é depositada no abdômen.

Porém temos que separar o joio do trigo. Se a pessoa é obesa, provavelmente armazenará gordura extra pelo corpo todo, inclusive no abdômen. Se tiver predisposição genética para gordura abdominal (familiares com barriga saliente), o estresse poderá agravar essa predisposição. Se a pessoa for razoavelmente magra, e apresentar aumento da circunferência abdominal, fica evidente a ação dos hormônios liberados pelo estresse.

O desequilíbrio hormonal, causado por estresse prolongado, pode determinar a região onde a gordura do corpo irá se localizar. O estresse pode também aumentar o nosso apetite. O corpo estressado é como um motor desregulado, que precisa de excesso de combustível para funcionar. Os carboidratos são os alimentos que mais rapidamente se transformam em açúcar no sangue, que é fonte de energia para as células.

O estresse crônico pode levar ao desejo constante de ingerir alimentos, principalmente carboidratos, causando a obesidade. No passado, situações de estresse eram seguidas por ações que requeriam grandes gastos energéticos, como fugir ou lutar. Essas ações já não constituem formas de aliviar o estresse dos dias atuais. O combate ao estresse requer pouca energia do organismo. O corpo acaba acumulando, em forma de gordura, o excesso de alimentos ingeridos em resposta aos hormônios liberados pelo estresse.

Alimentos de baixo valor calórico e exercícios diários podem ajudar a diminuir o impulso de comer causado pelo estresse. É preciso ter consciência dessa alteração hormonal para tomar medidas corretas na prevenção da obesidade.

Atividades prazerosas no dia a dia, que aliviem as situações de tensão, trazem benefícios para a mente e para o corpo. Desacelere um pouco o seu ritmo. Ouça boa música, leia bons livros, divirta-se com os amigos. É um grande equívoco tentar fugir dos problemas através da alimentação exagerada.

Outro erro é tentar solucionar todos os problemas, até porque muitos não têm solução imediata. A vida é um ciclo, com amanhecer e pôr do sol. A natureza parece dizer que para tudo há um tempo. Penalizar o organismo com estresse constante deixa a mente menos preparada para soluções inteligentes dos problemas que causam estresse e obesidade. Caso o estresse persista, e se sentir necessidade, procure a ajuda de um terapeuta.

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