Estresse na pele

Desequilíbrio emocional pode danificar sua beleza

Estresse na pele

Fases difíceis no trabalho, desentendimentos com a família ou cônjuges, perdas pessoais, medo, cansaço físico, distúrbios emocionais... Todas essas situações podem nos deixar extremamente estressadas, mas sabia que sua pele também reage a esses estímulos ruins?

Algumas das típicas doenças de pele que conhecemos têm origem nesse problema que achamos só afetar o nível psicológico. O dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia, doutor Marcelo Bellini, conta: "Dermatite seborréica, eczema, psoríase, vitiligo, queda capilar e acne são doenças de pele que podem, sim, ter origem no estresse".

Os sintomas dessas doenças são tão ruins quanto parecem ao ouvirmos seus nomes. A dermatite seborreica e a eczema apresentam descamação, vermelhidão e irritação. A diferença é que a primeira tem foco nas regiões com pelos, como couro cabeludo e sobrancelhas, e em dobras como axilas e logo abaixo dos seios. Já a eczema pode afetar qualquer parte do corpo, podendo até formar bolhas quando não tratada.

A psoríase traz pequenas feridas no tronco e outras maiores nos joelhos, cotovelos, região lombar, couro cabeludo, mãos e pés. "São lesões rosadas, avermelhadas e caracterizam-se por uma descamação mais grossa, mais espessa e endurecida", explica Marcelo.

O vitiligo é aquela doença no qual a pessoa sofre uma descoloração em algumas partes da pele, pela falta ou diminuição da produção de melanina. Caracteriza-se por manchas completamente brancas que podem ser pequenas ou espalhar-se pelo corpo. Costumam surgir nos genitais, cotovelos, joelhos, face, mãos e pés, mas não se limitam a estas partes.

Queda capilar e acne são velhas conhecidas. Uma deixa os fios mais frágeis e altamente quebradiços e a outra aumenta a atividade da glândula sebácea, pelo aumento do hormônio cortisol, provocando várias espinhas, principalmente no rosto.

Tudo isso pode ser causado ou agravado quando você está nervosa e estressada. "Algumas atitudes podem colaborar para o alívio do estresse, funcionando como preventivo ou amenizador dessas doenças. Fazer atividades físicas, exercícios aeróbicos, musculação, yoga e todas as atividades que deem prazer à praticante são indicadas", conta o dermatologista.

Desenvolver habilidades que tragam relaxamento, como a música e o artesanato, e, até mesmo, partir para a psicoterapia podem ser opções viáveis para acalmar a mente e ter um bom efeito na pele.

Opte também por uma alimentação rica em fibras, alimentos integrais e ômega 3 - que possui atividades anti-inflamatórias - e evite as gorduras para ajudar na beleza e proteção da pele. Evitar banhos muito quentes, principalmente nos casos de dermatite seborreica, eczema e queda de cabelo é outra ótima forma de cuidado.

Evite exposição muito longa ao sol, utilize sempre protetor solar e não se esqueça de reaplicá-lo a cada duas horas. Para acne, evite cosméticos oleosos, dando preferências às versões oil-free. Alisamentos e relaxamentos ficam vetados a quem está sofrendo de queda capilar.

Para fugir de eczema e dermatite seborreica evite produtos com ácido glicólico e retinóico. "Banhos muito quentes devem ser evitados e, para quem possui essas doenças no couro cabeludo, é necessário ter muita atenção na utilização de cremes condicionadores e máscaras - que nunca devem ser aplicados diretamente no couro", esclarece Dr. Bellini.

Para peles oleosas e mistas recomenda-se o uso de cremes elaborados com extrato de hamamelis ou própolis. As peles normais e secas podem recorrer a cremes com substâncias super hidratantes, como glicerina, óleos de maracujá e calêndula, sementes de uvas e óleos vegetais.

"É importante estar atento à quantidade de espuma do sabonete corporal. Se o produto faz muita espuma, é sinal que ele tem uma quantidade elevada de tensoativo e detergentes, que causam irritações, alergias e retiram a oleosidade natural da pele", recomenda o dermatologista.

E preste atenção aos sintomas. Assim que surgir algo diferente, procure imediatamente um profissional que possa identificar o problema e indicar o melhor tratamento para o seu caso.


Juliany Bernardo (MBPress)

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