Evitando as recaídas

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Evitando as recaídas

Ao iniciar um programa de reeducação alimentar geralmente espera-se que a perda de peso se dê de maneira uniforme e não é raro ver pacientes desapontados quando o progresso não ocorre de acordo com o previsto.

Momentos de recaída, em que parte do peso perdido é recuperado, são sentidos como fracasso e tendem a desencorajar o paciente a seguir em frente. Para que não se desista de atingir o objetivo do emagrecimento, deve-se buscar compreender os motivos pelos quais as recaídas ocorrem e, sempre que possível, elaborar estratégias para evitá-las.

Nos momentos em que o indivíduo consegue seguir o programa de reeducação alimentar, ele tende a experimentar uma sensação de auto-controle. Esta sensação irá persistir até que ele encontre uma situação de risco, que ameace sua capacidade de comandar o próprio comportamento.

Estudos apontam que entre as principais situações de alto-risco estão os estados afetivos positivos (momentos de alegria e excitação que ocorrem em situações sociais, como festas e reuniões informais) e estados afetivos negativos (momentos de tédio, tristeza e angústia). Quando confrontado com situações de risco, o indivíduo muitas vezes sente-se impotente e chega a pensar que não tem força de vontade para resistir às tentações e que está fadado a ser obeso por toda a vida.

Ao invés de cultivar sentimentos de menos-valia é importante que a pessoa reconheça que os momentos de fraqueza nem sempre são conseqüência da falta de força de vontade, mas sim de falta de estratégias para enfrentar situações de alto-risco.

Para adotar uma estratégia que previna a recaída, deve-se analisar a relação entre um comportamento específico (ex: fazer bolo de chocolate para as visitas) e uma conseqüência indesejada (ex: devorar sozinho o bolo de chocolate). Esta análise permite que se perceba onde a falha se encontra e possibilita que se elabore uma estratégia de ação para lidar com ela (ex: na próxima vez, a pessoa pode vir a oferecer alimentos menos calóricos às visitas, para não comprometer seu plano alimentar).

Como se percebe, a peça chave é a realização de uma análise do próprio comportamento que pode ser feita individualmente, mas é certamente facilitada pelo trabalho de um psicólogo.

Culpar a si mesmo pela incapacidade de seguir o plano alimentar gera sentimentos negativos que nada contribuem para a manutenção dos hábitos desejados. Refletir sobre os motivos da recaída possibilita que se aprenda com os próprios erros e que se maximize as chances de acerto futuro.

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