Fadiga crônica

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Cansaço excessivo pode ser sinal de doenças

Fadiga crônica

Sentir-se cansado depois de um dia de trabalho ou de uma atividade intensa é normal. Mas quando essa sensação persiste por meses, é importante procurar um médico. De acordo com a International Chronic Fatique Syndrome Study Group (ICFSSG), grupo americano dedicado ao estudo da fadiga, a chamada síndrome da fadiga crônica se caracteriza por cansaço em período igual ou superior a seis meses.

A síndrome tem recebido os mais variados nomes: neurastenia, síndrome da fadiga pós-viral, encefalomielite miálgica e mononucleose crônica. Há autores que classificam a doença como uma enfermidade da mesma família da fibromialgia, da síndrome do intestino irritável e do distúrbio do estresse pós-traumático.

Segundo a Dra. Tatiana Cunha, médica endocrinologista, o diagnóstico desse problema é complexo, porque seus sintomas se apresentam também em doenças cardiovasculares, depressão e endocrinopatias. Desse modo, o diagnóstico é feito por exclusão e, muitas vezes, subdiagnosticada, o que retarda o seu tratamento. "Acredita-se que 1% da população sofre de fadiga crônica, mas 80% dos pacientes não têm um diagnóstico preciso", diz.

A International Chronic Fatique Syndrome Study Group (ICFSSG) informa que a fadiga crônica vem acompanhada de pelo menos quatro dos seguintes sintomas: alterações do sono, dores musculares e em várias articulações, dores de cabeça e de garganta, gânglios dolorosos e inflamados, febre alta, alteração da memória recente, dificuldade de concentração e fraqueza intensa que persiste por 24 horas após atividade física.

Sabe-se que o estresse é o grande vilão da fadiga crônica e leva a doenças mais graves. "Quando a liberação do cortisol (hormônio do estresse) pelas glândulas suprarrenais ocorre de forma intensa o organismo fica mais suscetível a infecções. E o inverso (redução da produção de cortisol) propicia o aparecimento de processos inflamatórios e autoimunes.", explica Dra. Tatiana.

Novos estudos apontam ainda que um inadequado funcionamento das células geradoras de energia, as mitocôndrias, pode desencadear a síndrome da fadiga crônica.

Para minimizar os efeitos da fadiga crônica Dra. Tatiana recomenda atividade física leve, medidas antiestresse e mudanças no estilo de vida, evitando tarefas exaustivas (mentais e físicas). "Os resultados irão depender das respostas individuais, levando em conta que existe um tempo de restabelecimento normal das glândulas suprarrenais, sensíveis aos diversos níveis de estresse", diz a médica.

Juliana Falcão (MBPress)

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