Luto: supere a dor

Luto supere a dor

O dia de finados é dedicado à recordação de nossos mortos. A morte de um ente querido representa uma grande perda para cada um de nós. Nessa data é relembrada a dor da separação.

O luto é um sentimento natural de dor pela perda de pessoas que tiveram uma importância central em nossas vidas. Apesar da crise que provoca, o luto não é doença e não deve ser confundido com depressão ou melancolia.

O luto apresenta diversas fases que se manifestam logo após a perda: choque, negação, raiva, depressão e aceitação. Durante essas etapas, a pessoa experimenta desinteresse pela vida, sentimento de culpa, baixa auto-estima, angústia e revolta. A duração e a intensidade desses sentimentos dependem das características pessoais para suportar perdas, do grau de ralação com quem partiu e do tipo de morte.

Nesta situação é comum a pessoa abandonar projetos de vida e entregar-se ao desânimo. Passa a não dar importância a muitas coisas fundamentais para sua saúde física e emocional. Deixa-se abater e isso tem conseqüências para sua vida profissional e pessoal. Normalmente, a alimentação e a rotina de atividades físicas são alteradas. Assim, algumas pessoas engordam ou emagrecem em excesso. Muitas se isolam e a vida social fica bastante restrita, dificultando a superação da dor. Muitas vezes os enlutados perdem completamente o sentido de suas vidas.

O luto e sua expressão emocional não devem ser negados ou reprimidos. Em geral, é preciso de um a dois anos para conseguir conviver melhor com a perda. Nesse período ocorrerão datas importantes, como aniversários, natais, casamentos e várias outras. Vivenciar plenamente cada uma dessas datas ajuda a superar a tristeza e os demais sentimentos associados à perda de pessoas amadas.

O luto faz as pessoas sentirem a dor em toda sua intensidade. Com isso, algumas podem se tornar amargas ou mais sensíveis. Outras preferem abraçar uma causa que dê mais sentido à sua vida. Muitas passam a viver melhor o presente adotando novos valores.

A pessoa que se foi não deve ser esquecida nem supervalorizada, e a realidade aos poucos deve prevalecer, pondo fim ao luto. A alegria de viver deve ser buscada com serenidade. Sabemos que a vida é marcada por despedidas, separações e perdas. A primeira separação é a perda da proteção do ventre materno. A última separação será a própria morte. O tempo que passa sem jamais retornar nos remete constantemente a perdas e despedidas.

Felizmente estamos equipados para ter reações capazes de absorver e superar as perdas, as despedidas e o próprio luto. Para os que ficam, superar a dor e refazer a vida permite que o mundo não se torne um lugar pobre e vazio. A busca da felicidade deve ser um compromisso constante de cada um de nós, apesar da dor e da saudade dos que partiram.

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