Maternidade e profissão: como conciliar?

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Conheça histórias de mães que vivenciaram esse momento

Maternidade e profissão como conciliar

Depois que nascem os bebês e acaba a licença maternidade, muitas mães se vêem na mesma situação; voltar ao mercado de trabalho e deixar os pequenos sem elas. Para a maioria delas, isso é de cortar o coração. No entanto, por questões financeiras ou até ideologias pessoais, muitas mães optam por trocar ou adaptar suas profissões para poderem passar mais tempo com seus filhotes.

A primeira tentativa é o homeoffice, que tem horário flexível e não faz enfrentar um longo trânsito para voltar para casa (mais tempo no trânsito, menos tempo com os bebês). Outras trocam de empresa e até de ramo, como foi o caso de Alessandra Rebecchi, mãe de Gabriela.

"Eu nunca havia pensado em não voltar ao trabalho, até ela nascer e eu entender a importância do nosso vínculo. Eu não poderia aceitar que a tarefa de estar com ela o dia todo, ensinando-a e acompanhando o seu desenvolvimento era menos nobre do que meu trabalho. Eu não conseguia imaginar investindo tempo em trabalho enquanto outra pessoa se encarregaria da criação da Gabriela. Mas eu não poderia deixar totalmente de ter renda, então, como jornalista comecei a trabalhar de casa. E no começo foi uma loucura porque tinha que trabalhar de madrugada. Mas sempre achei que foi a melhor escolha. Ela foi para a escola apenas com 3 anos e meio, uma idade que considero mais adequada para esse início", revela.

Se desligar um pouco de uma redação convencional fez Alessandra prestar atenção em outros aspectos da sua carreira. "Continuo trabalhando em casa, mas fiz curso de doula, consultoria em aleitamento e agora faço mestrado em comunicação. Cuidar da Gabi em casa nunca me impediu de fazer nada e não consigo me imaginar escolhendo outro caminho", finaliza.

Alessandra também acredita que a questão da escolha da mulher precisa ser repensada, pois quando uma mulher decide dedicar seu tempo aos filhos essa decisão é vista com preconceito, como se priorizar a carreira fosse o mais valioso. "Acredito na autonomia das mulheres para tomarem decisões conscientes e negociarem com seus parceiros que cada um possa investir tempo na criação dos filhos de forma saudável" conta.

Para Priscila Bertozzi, mãe de Laura, a carreira passou a dançar conforme a música da filha. Ela também é jornalista e quando Laura completou 10 meses, resolveu mudar de ares. "Decidi abrir uma produtora, comecei a trabalhar com eventos. Minha agenda sempre foi super flexível, dificilmente não consegui levá-la ou buscá-la ao colégio. Adotei 100% a rotina homeoffice", conta a jornalista.

Ao mesmo tempo, Priscila confessa que sente falta da movimentação, da rotina de trabalho, sair com os colegas. No entanto, acompanhar mais de perto o desenvolvimento da filha não tem preço. "Não consegui terceirizar a criação dela. Senti-me muito culpada mesmo. E desta maneira consegui ficar mais perto de todos os momentos: pediatra, escola, brincadeiras, amigos, alimentação, etc. Prefiro aproveitar esse tempo que não volta mais. Só se vive uma vez", diz ela.

Por Helena Dias


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