Meu Pan Pai

Meu Pan Pai

O dia dos pais está chegando. Mais uma vez, o papel do pai como educador e fonte de amor e equilíbrio se destaca como peça fundamental para o desenvolvimento emocional da criança.

Neste momento em que os Jogos Panamericanos premiaram o desempenho de seus atletas, ficou evidente a importância da família para que a prática da atividade esportiva seja levada a sério. Cenas comuns eram pais na arquibancada, gritando e torcendo pelo atleta preferido: seu filho.

Mesmo sabendo que não estavam sendo ouvidos, os pais não se importavam de ficar afônicos com seus gritos de incentivo. O importante é sempre apoiar! Entrevistas com pais emocionados, falando do esforço e determinação dos filhos para conquistar um lugar no pódio, mostraram a intensidade

de sua participação no desenvolvimento de seus queridos atletas. Muitos filhos vieram a público para valorizar o apoio e a compreensão de seus pais para a prática da atividade esportiva que escolheram.

Cada esporte tem suas peculiaridades. Quando o pai sabe respeitar a liberdade de escolha do filho, o esporte se torna gratificante em vários aspectos. Se o pai tentar impor a modalidade que pratica, ou que gostaria de ter praticado, pode gerar conflitos e desestimular a criança. Os benefícios inerentes à prática de esporte são indiscutíveis, mesmo que não se alcance o pódio e se conquistem títulos.

Os jogos esportivos, principalmente em equipe, estimulam o amadurecimento emocional, a socialização e o fortalecimento da auto-estima. Com o apoio dos pais, a atividade física tem efeito positivo no desenvolvimento físico e emocional das crianças. Não se deve esquecer também a influência genética, ambiental e nutricional sobre a prática esportiva.

A interação da criança com companheiros da mesma idade contribui para o desenvolvimento do espírito de cooperação, também chamado espírito de equipe. A possibilidade de perder - realidade que faz parte do jogo - faz com que a criança aprenda desde cedo a lidar com a frustração de forma adequada. Nas derrotas, o pai deve procurar mostrar a real dimensão da perda, sem enfatizar nem minimizar demais os erros cometidos.

Não se deve jamais depreciar o filho por causa da derrota, pois nesse caso o esporte praticado pode ser abandonado ou trocado por outro, por receio de perder novamente. Assim, enfrentar a frustração não é tarefa exclusiva da criança. Os pais precisam ter equilíbrio para que as derrotas não desestimulem seus filhos a praticar esporte.

O esporte não combina com drogas, fumo, alcoolismo e noitadas. Combina com gente bem disposta, corada, alegre e saudável. São bons motivos para incentivar os filhos a praticar alguma atividade física regularmente. Entretanto, os pais devem ficar atentos para evitar lesões, que podem ocorrer por falta de preparo ou por excessos e práticas inadequadas. É importante não ultrapassar os limites impostos pelo corpo. Os pais devem estar conscientes que os esportes competitivos devem ser praticados por volta dos onze anos de idade, quando a criança já possui uma estrutura emocional mais forte.

Muitas vezes, os filhos também são grandes incentivadores dos pais para que eles voltem a praticar esporte. A vivacidade e a disposição das crianças e adolescentes servem de modelo para que pais sedentários saiam de suas poltronas e se dediquem a exercícios saudáveis. É o filho que renova o pai, com a energia positiva presente nos jovens.

O esporte permite uma interação mais harmoniosa entre pais e filhos, além de promover o amadurecimento saudável das crianças e estimular a recuperação física dos pais. Assim, que o amor dos filhos pelo esporte seja sempre uma medalha de ouro para os pais!

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