O Magro é um grande Mago?

O Magro é um grande Mago

Mágica? Mistério? Milagre? Como é ser magro? Será mito, desaforo, metabolismo ou uma grande sorte? Existem semelhanças e diferenças entre os que são magros e aqueles que não estão?

São muitas perguntas.

Sempre faço questão de frisar que "estar" é diferente de "ser", principalmente quando a questão é peso.

Deixando de lado a diferença evidente, a numérica, a maior diferença entre um e outro é a atitude que cada qual adota na hora que as emoções necessitam de uma administração.

Somos todos iguais, não importa o quanto a balança indica.

Todos passamos por situações ao longo das nossas vidas onde a conciliação da razão e emoção se tornam os algozes da nossa sorte.

Ponderar sentimentos, racionalizar sensações, equilibrar a dose dos afetos são alguns exercícios extremamente difíceis, principalmente para nós que associamos COMIDA com CARÍCIA.

Existem as carícias positivas e as negativas.

As carícias positivas são aquelas as quais agregamos sensações de bem estar, plenitude e felicidade. As carícias negativas são aquelas que agregamos sentimentos de culpa, mal estar, tristeza. Ambas são carícias, mas a diferença fundamental é o que depositamos de sentimento (positivo ou negativo).

A comida que, a prioridade, tem um enfoque positivo, para alguns se torna negativo. O que a pessoa magra deposita quando está se alimentando são sentimentos leves, bons, prazerosos e gratificantes.

O magro, genuíno, é aquele que se alimenta de uma maneira despretensiosa e até certo ponto distraidamente, pois a necessidade básica é a fisiologia (manter a saúde em dia) e somente depois se deixa levar pelo prazer do paladar.

Ele, o magro, come para poder viver. Se lembra do almoço pelo movimento e pelo perfume que pairam no ar. Nem se lembra do que comeu pela manhã, ou ontem a noite. Só sabe que estava bom. Se tiver uma sobremesa e o desejo for aguçado, comerá. Do contrário se limita a apreciar ou experimentar para "tirar o sabor do salgado".

Existem aqueles que comem pois poderão sentir uma desagradável dor de cabeça. Para estas pessoas a comida é mais um grande divertimento e sinalizador de saúde. A relação é tranqüila, pacífica.

O magro também sente fome, entretanto quando come sacia-a com aquilo que deseja e nem se preocupa com o número de calorias deste ou daquele alimento.

O magro tem todos os problemas e soluções que o gordinho tem, apenas não usa a comida como sua válvula de escape.

Ele sofre, padece, se preocupa, chora, ama, brinca, trabalha, se diverte como o gordinho, com a diferença básica de ter pelo menos um problema a menos: o peso.

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