O mundo está obeso

O mundo está obeso

Na semana de 24 a 29 de Agosto, em São Paulo, foi realizado o IX Congresso Internacional de Obesidade, um dos palestrantes foi o médico Philip James, presidente da Internacional Obesity Task Force (IOTF), organização criada por ele em 1996. Seu trabalho é chamar a atenção para uma epidemia alarmante que o planeta vem enfrentando nos últimos vinte anos: a obesidade.

Diante do desafio e da proposta ousada no controle deste terrível mal do homem moderno, a Organização Mundial de Saúde vem tratando desta temática com muito empenho e determinação e se engajando nas pesquisas e programas junto a governos que estão preocupados com as estatísticas. O mundo hoje tem 1 BILHÃO de obesos!!!

Atualmente 800 milhões de pessoas estão subnutridas, mas desde que o mundo é mundo há miséria, fome e subnutrição. O que assusta é que uma grande parte do mundo engordou muito e rápido demais... Vários são os fatores, mas o principal continua a ser a má alimentação, a comida ruim e de baixo preço, como a gordura e o açúcar e a não mudança dos hábitos alimentares.

Estes dados são muito assustadores, pois não adianta haver conscientização se não houver empenho dos órgãos competentes e formadores de opinião para que. haja então, uma mobilização contundente e eficaz.

Por trás destes dados existem outros ainda mais preocupantes que estão associados à obesidade como, por exemplo, o aumento da diabetes tipo 2, principalmente nos adolescentes. Outro dado preocupante é o que concerne as indústrias alimentícias, que por questões de tributos e tantos outros interesses, não são e não podem ser controladas com maior rigor pelo governo. O que já não acontece com a indústria do tabagismo. O cigarro é reconhecidamente como um grande causador de doenças irreversíveis e incuráveis. Há uma legislação específica que protege o consumidor. Os encargos tributários são mais pesados, enfim, os governos comprovaram o efeito maléfico do cigarro, o que não ocorre com a indústria alimentícia que apesar de ter a obrigação de indicar os valores nutricionais nas embalagens, não conscientiza e nem informa a população do que é bom do que é ruim.

Este congresso internacional no mínimo é um alerta para que esta epidemia seja contida. Se cada um fizer sua parte de conscientização alimentar, tiver uma educação alimentar desde a infância, o mundo poderá ser daqui a 20 anos, menos obeso e mais saudável.

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