"Obesidade do peso normal", o que é isso?

“Obesidade do peso normal” o que é isso

Recente pesquisa da Clínica Mayo, nos EUA divulgou o conceito da "obesidade do peso normal". Apesar da pessoa estar com Índice de Massa Corporal (IMC) considerado adequado, foi detectado que o mesmo não distingue a massa muscular da massa de gordura e assim o portador estaria sujeito aos problemas de um obeso.

Isso acontece porque a gordura que vai substituindo a massa muscular é mais leve. Então, pessoas com peso adequado podem ter mais de 30% de gordura, no caso das mulheres e mais de 20% de gordura, no caso dos homens.

O resultado desta situação é em relação à saúde. Quem tiver altos índices de gordura corporal, mesmo que seu peso esteja adequado, pode ter os mesmos riscos associados à obesidade que os realmente obesos, inclusive chances de desenvolver a síndrome metabólica.

Esta consiste num conjunto de alterações que prejudicam a saúde. Ela é avaliada por cinco índices: triglicérides, HDL ("colesterol bom"), pressão arterial, nível de glicose no sangue e circunferência abdominal. Quem apresenta alterações em pelo menos dois destes fatores é considerado portador da síndrome metabólica.

Como no Brasil a alimentação do brasileiro está muito aquém de ser considerada adequada e as pessoas fazem pouco ou nenhum exercício físico, isto alterou o padrão de composição corporal. Estamos mais propensos a ter menos músculos e mais gordura do que os brasileiros de antigamente.

Para pessoas de certa idade é só lembrar que há algumas décadas tomava-se café pela manhã, almoçava e jantava. O trabalho era mais com o corpo, pois não existiam tantos eletrodomésticos, nem tantas máquinas industriais. Andava-se muito a pé.

Hoje come-se qualquer coisa a caminho do serviço pela manhã, quando não fica em jejum. Na hora do almoço come-se alguma coisa onde estiver e rápido, e no jantar come-se lanche porque é mais prático. De vez em quando alguma coisa esquentada no microondas. Muito doce, refrigerante, bolachas e chocolate. Exercício nem pensar.

Como afirmou o Dr. Márcio Mancini, presidente da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade): "Esse estudo soa como um alerta: a procura de fatores de risco para doenças cardiovasculares e diabetes não deve se limitar às pessoas que são visivelmente obesas".

A observação desses fatores de riscos são simples: medir a cintura (mulher até 80 centímetros e homem até 90 centímetros), dosar a glicose, o colesterol e o triglicérides no sangue e medir a pressão arterial.

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