Obesidade na Infância

Obesidade na Infância

Tenho me deparado com perguntas acerca da obesidade infantil. Muitas são as mães que comentam sobre os hábitos alimentares de seus filhos e que sofrem ao perceberem que eles já apresentam sobrepeso.

A preocupação destas mães é justa, pois é durante a infância que ocorre a formação das células adiposas. No caso da criança com sobrepeso, as células de gordura se formam em grandes quantidades e nunca mais são perdidas. Conseqüentemente, na vida adulta, qualquer deslize alimentar produz um aumento destas células e a obesidade volta a aparecer. Este mecanismo aponta que a obesidade infantil é um fator de risco para a obesidade na vida adulta.

Atualmente muito se comenta sobre o caráter hereditário da obesidade.

A constituição genética determina o ritmo metabólico do organismo e, desta forma, pode predispor o indivíduo ao sobrepeso. Entretanto, ainda que a constituição genética seja desfavorável, muito pode ser feito para evitar que uma criança se torne obesa.

O primeiro passo é rever os hábitos alimentares da família. Não se pode esperar que uma criança alimente-se à base de frutas e verduras enquanto o restante da família se diverte com alimentos calóricos.

Manter em casa alimentos saudáveis e investir no preparo de receitas leves e naturais são um ótimo começo. Embora, no início, possa haver resistência por parte da criança, dentro de alguns meses seu paladar começará a mudar e a reeducação alimentar será assimilada com maior naturalidade. Caso os pais sintam-se inseguros sobre o tipo e a quantidade de alimentos recomendados para seu filho, sugiro que consultem um nutricionista.

Outro ponto importante é a realização de atividades físicas. Aqui também os pais podem vir a enfrentar algum tipo de resistência por parte da criança. Isto porque, ao iniciar um esporte, a criança obesa geralmente tem uma performance inferior à de seus colegas e pode querer abandonar a atividade.

Neste momento, os pais devem ser firmes ao impedir que seu filho volte à vida sedentária. Estimulá-lo a se envolver com o esporte praticado e facilitar a formação de vínculos sociais é uma boa forma de prevenir a desistência. Além disto, os pais devem estar atentos para não sobrecarregarem a criança, exigindo que ela faça mais atividades físicas do que é capaz de suportar. O esporte deve ser uma fonte de prazer e não de tensão.

Como se nota, ainda que a constituição genética de uma criança favoreça a obesidade, há muito o que os pais podem fazer para evitar que o problema se instale. Investir na reeducação alimentar e no fim do sedentarismo de seu filho é um esforço que poderá poupá-lo de grande sofrimento na vida adulta.

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