Padrões estéticos

Padrões estéticos

O corpo que nos abriga vivencia as primeiras impressões que temos do mundo: seus aromas, sons, luzes, sensações de frio e calor. Muito antes do aparecimento da linguagem nos expressamos através do corpo, criando um canal de comunicação com o outro.

Rapidamente descobrimos como os outros nos vêem, e em parte aceitamos suas opiniões sobre nós. As reações dos outros são provavelmente a fonte mais importante na formação da auto-imagem, isto é como nos vemos.

A mídia cria um padrão de beleza onde as pessoas aparecem lindas, magérrimas, poderosas e ainda divulga fórmulas de sucesso. Sem dúvida é gratificante sentir-se bem consigo mesmo, com o corpo, e com a vida social e profissional.As pessoas necessitam permanentemente do reconhecimento e da admiração do outro, porém o excesso não é desejável.

Para tentar ficar bem com o próprio corpo, muitos se submetem a vários tipos de tratamentos, desde os mais simples, como cosméticos, até as cirurgias mais radicais. Não medem esforços, despesas e riscos físicos e psíquicos envolvidos no processo do culto à beleza.

Médicos cirurgiões plásticos relatam que em seus consultórios é comum atender pacientes que trazem o retrato de uma atriz, pedindo para ficar igual a ela. Essas pessoas desejam ver no espelho um corpo que não é o seu: os seios turbinados da Vera Fischer ou o nariz levemente arrebitado da Xuxa.

Alguns médicos já não se espantam com esses desejos de seus pacientes, pois consideram que a beleza é um componente importante no competitivo mercado de trabalho e na sociedade.

Muitos adolescentes, e até mesmo crianças, com o corpo em desenvolvimento, vêm se preocupando com sua forma física e querendo modificar sua aparência, conforme padrões estéticos e culturais que acreditam serem o ideal de beleza. Na busca pela perfeição, os mais diversos recursos são utilizados, como tatuagens, maquiagens, piercings, adereços, roupas diferenciadas e muitos outros.

É comum encontrar pessoas que já se submeteram a vários tipos de intervenções para modificar sua aparência, que ainda não estão satisfeitas e pretendem continuar buscando o corpo imaginário que tanto desejam. Essa é uma luta inglória, onde a aparência, por melhor que seja, é insatisfatória, e tudo o que se conquista é insuficiente.

A beleza tem sua utilidade, porém por si só não faz milagres. É muito importante e desejável que cuidemos de nossa aparência, mas os exageros devem ser evitados, pois nem sempre nos conduzem a uma existência saudável e podem desviar nossa atenção do que realmente é importante em nossa vida. O cuidado com o físico deve ser um item entre vários outros na busca de uma personalidade equilibrada.

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