Perda da libido: o que fazer?

80% dos casos de perda da libido têm causa emocional

Perda da libido o que fazer

A necessidade de cuidar com maestria de filhos e marido, ser uma excelente profissional e ainda estar em dia com a beleza são cobranças que deixam qualquer mulher estressada. E este sentimento mexe e muito com o desempenho na cama. Com a cabeça cheia de problemas e tarefas para serem realizadas, ela não relaxa e acaba perdendo o desejo sexual.

Segundo o terapeuta sexual Celso Marzano, também urologista, sexólogo, autor do livro "O Prazer Secreto" (Edit Eden) e apresentador do programa "Dr. do Sexo", no site da TV ABCD (quartas, 21h), excesso de trabalho, ansiedade contínua, depressão, baixa auto-estima, falta de orgasmo e cobranças sexuais contínuas são outros fatores que influenciam na libido. Uso de drogas, álcool, cigarro, medicamentos (calmantes, antidepressivos e anti-hipertensivos), alterações hormonais e TPM também estão na lista.

Se a perda da libido for motivada por doença, é preciso avaliar: segundo o especialista, se não há muitos sintomas que atrapalhem o contato físico e a penetração o ideal é usar mais os cinco sentidos, namorando e criando situações de erotização, relaxamento e intimidade que facilitem a resposta sexual positiva. Assim, consulte um ginecologista e, se estiver tudo normal, partir para uma avaliação psicológica e sexual com um terapeuta.

"O importante é achar a causa da diminuição do desejo sexual. Nunca podemos dizer que é psicológica sem descartarmos as causas orgânicas (físicas)", alerta Dr. Celso. "Muitas vezes os fatores são mistos e é necessário salientar que a maioria deles (80%) é emocional. O primeiro passo é ter ciência que há a necessidade de mudar alguma coisa para reativar o desempenho sexual. Não se melhora sem mudanças."

Além do estresse do dia a dia, o desejo sexual pode ser comprometido por culpa do parceiro. É preciso que ele entenda que a mulher leva um tempo maior para ser estimulada e chegar ao orgasmo. "Ela gosta de receber carinhos não só no momento do sexo. Odeia ser usada como objeto sexual, portanto algum vínculo afetivo é essencial", ressalta Dr. Celso. Com base nesse vínculo, abra o jogo para o parceiro num momento de tranquilidade. Com carinho e sutileza abra o coração e sempre enfatize a intenção de recuperar a sexualidade dos dois.

Em caso de tratamento, é importante que o companheiro participe ativamente, uma vez que toda disfunção sexual lhe repercute em maior ou menor grau. "Se o procedimento for realizado apenas com a pessoa que sofre a disfunção, o outro pode destruir ou comprometer grande parte do esforço terapêutico por incompreensão da verdadeira natureza da dificuldade do casal", afirma o terapeuta.

Aliado ao tratamento tente manter sua autoestima em dia. Temos que nos sentir atraentes para atrairmos. Acenda a chama da sexualidade. "O gostoso arrepio na nuca, o desejo incontrolável de ir para a cama após muitos beijos, as fantasias sexuais, o tremor do corpo de quando jovem não é impossível", garante o especialista. "Para isso devemos manter a sexualidade sempre vibrante e presente para evitar que o desgaste do dia a dia leve os casais a serem somente bons amigos ou infelizes pela pouca frequência de sexo".

Outra estratégia é estimular as zonas erógenas femininas. Elas não estão concentradas apenas nos órgãos genitais. Nuca, ombros, seios, nádegas e a face interna das coxas não devem ser esquecidas. Já os homens devem deixar de lado as cobranças sexuais. Não há necessidade de ser um atleta sexual. "Vá com calma e descubra detalhes da resposta sexual da parceira e do que e como ela gosta. Entregue-se como se ela fosse a mulher que você sempre desejou e que a ama muito. O resultado será muito bom", finaliza Dr. Celso.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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