Praticando heroísmo

Praticando heroísmo

"A escolha mais básica que temos na vida é a de trazer as nossas energias criativas e expressivas para o mundo de forma positiva ou negativa. Não importa qual seja a circunstância, nós temos o poder de escolher nossas direções. Em cada um de nós há heróis, fale com eles e eles surgirão. Temos de viver e temos de morrer; o resto é conosco"

Autor não identificado

Em toda cultura, as pessoas tentavam imitar os indivíduos, reais ou imaginários, que melhor representavam os mais altos valores da era e que perseguiam uma causa válida diante de uma grande adversidade. Reverenciamos e estudamos heróis - de Cristo a Gandhi, de Churchill a Kennedy e de personagens de John Wayne a Luke Skywalker - na esperança de nos tornarmos parecidos com eles.

Nosso mundo necessita desesperadamente de modelos dignos de serem seguidos. Heróis autênticos. Pessoas íntegras, cujas vidas nos inspirem a ser melhores, a subir mais alto, a nos destacar. Isto sempre foi verdade. É bem provável que seja esta a razão por que as biografias de grandes homens e mulheres me fascinaram durante toda a minha vida.

Você também pode ser um herói! Quando criança, todos nós tivemos heróis, e todos queríamos ser, também, heróis. Quando decidimos que isso era imaturo, emocional ou - o pior dos pecados nos negócios - julgamos que era irreal desejar ser um herói, deixar uma marca indelével, alcançar um objetivo inatingível, ou dar uma contribuição à sociedade de forma a sermos lembrados e criar impacto? Acho que Nunca. Estamos em uma busca.

E essa busca nos faz cruzar oceanos, lutar contra bactérias numa cirurgia, procurar recursos no subsolo e tentar mudar toda e qualquer situação hostil e desumana.

O que é um herói? Eles surgem em todos os sabores. Descobrem uma nova droga, levam um amigo para o hospital, dividem uma sinfonia com o mundo, sentam-se e conversam com um velho num hospital. Inventam novos foguetes e criam embalagens de creme dental com tampas que não escapam das mãos e somem em algum recanto do banheiro. Em resumo, eles fazem a diferença... para o mundo e para si mesmos.

Se isso é verdade, se a maioria de nós tem um desejo inato de ser heróis, por que então não estruturarmos nosso ambiente de trabalho de forma que ele possa apoiar nossas aspirações? Por que nosso sistema não nos capacita a ser heróis do trabalho, onde passamos tanto tempo e gastamos tanta energia? Por que não criamos um local de trabalho condizente com nossos sonhos coletivos, ao invés de um que a maioria tenta esquecer no momento em que deixa o escritório?

Em Corporate Cultures, Terrence E. Deal e Allen A. Kennedy enfatizam a necessidade atual de heróis, não só nos campos de batalha, nos foguetes e movimentos sociais, mas nas salas de diretoria e nas fábricas. É incongruente pensar em ser um herói em sua comunidade, departamento ou no trajeto do ônibus? Um herói deixa uma marca e estabelece um padrão. Você pode fazer tais coisas num prédio em chamas, mas também pode fazer a mesma coisa no dia-a-dia, no trabalho. Você é responsável por fazer desse trabalho tudo o que ele pode ser. Se cumprir sua obrigação, qualquer que seja, com um completo investimento de energia, concentração e espírito, você deixará sua marca heróica todos os dias.

As vidas dos grandes homens e mulheres sempre nos lembram que podemos tornar nossas vidas sublimes e, ao partir, deixar para trás de nós, pegadas nas areias do tempo.

Pense nisso.

Até breve!

Comente

Últimas