Prazer, felicidade e obesidade

Prazer felicidade e obesidade

Inspirado no último artigo de Rosely Saião na coluna SOS família do suplemento Equilíbrio da Folha de São Paulo, vamos comentar a influência dos pais na alimentação de seus filhos.

Sem dúvidas, todo ser humano, desde pequeno, busca no prazer a forma de conseguir a paz, a harmonia ou a felicidade. Tratando-se de alimentação, o prazer é conseguido com determinados alimentos, que nem sempre são nutritivos. Esses alimentos manipulados pela propaganda, na base emocional, atingem principalmente o mundo infantil que pressiona seus pais e consegue seu intento.

Os pais, responsáveis pela educação dos filhos, teriam que escolher melhor esses alimentos. Infelizmente isso nem sempre acontece. Como escreveu a Rosely: Diversas vezes, a tendência de pais de evitar o sofrimento e frustração dos filhos e de buscar o prazer e a felicidade deles lhes oferecem lanches, guloseimas, leva-os a uma lanchonete de marca, para juntos comerem o que os filhos gostam. Isso pode significar a felicidade dos filhos, mesmo que seja momentânea e que em longo prazo lhes traga obesidade. A intenção da criança naquele momento foi positiva: comer o que dá prazer para ser feliz.

Outra situação que acontece é com os avós. Estes têm tendência ainda maior de querer satisfazer os gostos das crianças, sem pensar nas conseqüências futuras. Essas são algumas das razões para minha afirmação de que muitas vezes herdamos de nossos pais os comportamentos inadequados e nem tanto herança genética para engordar.

Pais, avós, que não ensinam maneiras corretas na alimentação estão prejudicando a saúde dos filhos ou netos. E, se por conveniência de não parecer carrasco diante de seus filhos ou netos oferecer o que não é saudável, todos sofrerão mais tarde as conseqüências. Alguém já disse: "pais que não falam NÃO, os filhos nunca falarão SIM".

Outra forma dos filhos aprenderem é por exemplo dos pais. Como pais que comem errados poderão ensinar seus filhos? E digo mais: o que falam na hora da refeição é literalmente absorvido, mas da maneira que cada um, na sua idade, consegue entender. Aqui em casa se "come bem" poderá ser entendido como "comer bastante". "Não quero salada porque não como mato" poderá se entendido pela criança que "comer verdura é a mesma coisa que comer mato".

Concluímos então que a educação alimentar preventiva de obesidade e que seja nutritiva deve começar pelos pais ou por aqueles responsáveis pela alimentação. Ela deve ser complementada na escola. Se possível com ofertas saudáveis em suas cantinas. Crianças formam hábitos saudáveis pela repetição, pela constância dos ensinamentos e por bons exemplos à sua volta.

Aguardo perguntas e sugestões.

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