Quais são suas escolhas?

Quais são suas escolhas

Por mais que você saiba o que deve fazer para eliminar alguns quilinhos é muito comum sentir muita dificuldade em colocar em prática.

O mais indicado é explorar suas dificuldades sem medo para que depois possa pensar em como modificar alguns hábitos que estão enraizados há anos dentro de você.

Comece se perguntando:

  • Em que momento eu como mais?
  • Quais são os sentimentos que tenho quando não tenho controle sob a comida?
  • O que eu sinto enquanto como?
  • O que posso estar buscando compensar com a comida?
  • Como eram os momentos da refeição quando eu era criança?
  • Quais são as crenças que aprendi desde pequena sobre alimentação?
  • Eu era recompensada quando comia?
  • Eu como para satisfazer minhas necessidades físicas ou emocionais?
  • Depois de responder cada uma dessas perguntas, pense sobre as respostas com o intuito de compreender a representação que a comida tem em sua vida e as possíveis relações de sua dificuldade de hoje com a maneira em que foi alimentada quando criança.

    Era muito comum sermos incentivadas a comermos através da recompensa. Será que você não busca essa recompensa até hoje?

    Você já pensou que tudo depende de suas escolhas? Você pode comer para satisfazer sua fome ou seu prazer. Você pode comer para satisfazer suas necessidades físicas ou emocionais. Pode comer quando está sentindo raiva, ansiedade, para compensar o amor que não recebe, para obter atenção, ou até mesmo para se proteger de alguns sentimentos que te causem sofrimento e dor.

    Comer muitas vezes passa a ser uma forma, ainda que inconsciente, de evitar pensar ou sentir. Assim como se preocupar demasiadamente com sua alimentação, o que a faz não ter tempo para refletir sobre sua vida como um todo. Será que sua maior dificuldade é mesmo controlar o que come e o quanto come, ou é enfrentar o que sente?

    Você já parou para pensar sobre outros prazeres que têm em sua vida? Ou só sente prazer em comer? Não está na hora de se permitir buscar prazer em outras áreas de sua vida? É muito comum comer quando se está ansiosa. Mas o que é a ansiedade? É a preocupação com algo. Será que comendo sua preocupação irá passar ou é uma maneira de evitar pensar realmente no que a preocupa?

    Procure enfrentar, seja qual for a situação, o que a preocupa. Fugir só faz com que o problema seja adiado e não solucionado, e problema adiado geralmente se torna uma verdadeira bola de neve. Pense sobre seu relacionamento afetivo, seu trabalho, enfim, sobre sua vida. O que você gostaria de mudar além de seu peso? Ao se permitir imaginar como gostaria que estivesse sua vida, como ela seria? Isso é muito diferente de como está? De quem depende que algumas mudanças sejam feitas para que sua vida se torne mais próxima do que deseja?

    Claro que é preciso muita paciência, persistência, determinação e confiança em si mesma. Características que nem todos sentimos ter, mas que na verdade estão escondidas por trás dos medos, crenças, máscaras e, principalmente, na falta de amor por si mesma. Explore um pouco mais seus sentimentos sem medos ou fugas, isso facilitará que se aproxime de sua verdadeira essência, seu verdadeiro eu.

    Quais são os sentimentos que tem sentido com maior freqüência? Tristeza? Culpa? Medo? Você começou a senti-los depois que ficou acima do peso ou já os sentia antes? O que ou quem está gerando esses sentimentos dentro de você? Ao identificá-los, busque também a origem de cada um deles. Dificilmente eles têm origem no excesso de peso. Muito pelo contrário. Provavelmente você passou a comer mais exatamente por senti-los.

    Explorando sua vida, suas relações, seus sentimentos, menos necessidade terá em buscar compensar através da comida o vazio que muitas vezes você sente e que comida alguma irá preencher. Mas, com certeza, esse amor pela pessoa que você é poderá preencher não só esse vazio, mas também a fará se permitir sentir prazer na vida ao perceber que seu real valor independe de seu peso. E quando perceber que você não é seu peso, ele não terá mais razão alguma de existir.    

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