Qualidade de vida na melhor idade

Qualidade de vida na melhor idade

Ganha cada vez mais força a teoria de que a idade biológica não depende da idade cronológica, mas sim dos hábitos de vida.

É preciso considerar que o envelhecimento é um processo biológico natural, em que o corpo sofre diversas alterações funcionais e anatômicas, afetando direta e indiretamente a nutrição e a saúde. Essas alterações são gradativas e reduzem a capacidade funcional do organismo, desde a sensibilidade do paladar até os processos metabólicos, sendo influenciadas tanto pela genética como por fatores ambientais.

As diferenças fisiológicas, cronológicas, psicológicas e sociais também interferem no envelhecimento. Assim sendo, só a idade não é suficiente para determinar as necessidades físicas, psicológicas e sociais de cada indivíduo.

Muitas variáveis afetam a absorção dos nutrientes. Uma delas é o uso contínuo de medicamentos que afetam o processo digestivo. Deficiências energéticas relacionadas com a falta de vitaminas e minerais também têm sido identificadas com freqüência em pessoas com mais de 65 anos de idade.

Está comprovada a importância da alimentação em todas as fases da vida, desde o nascimento, a infância, a adolescência e a fase adulta. Nos idosos o metabolismo sofre uma transformação para poupar energia e o cuidado com a alimentação é um dos fatores mais importantes para manter a saúde. Nessa fase é preciso alimentar-se com consciência e qualidade, escolhendo alimentos saudáveis que também agradem aos olhos, ao paladar, ao coração e ao prazer.

Na mesa não devem faltar alimentos que proporcionem boa nutrição, com controle do peso e do apetite. É importante garantir aos idosos mais tempo de vida, e com mais qualidade. O conceito de qualidade de vida é subjetivo e pode variar de pessoa para pessoa, mas depende dos seguintes fatores: auto-estima, bem-estar pessoal, nível sócio-econômico, estado emocional, interação social, atividade intelectual, autonomia, suporte familiar, satisfação com atividades diárias e/ou emprego, saúde e religiosidade.

Para viver com qualidade o idoso deve manter um bom convívio com os vizinhos, com os amigos e com a família. Partilhar com as novas gerações os conhecimentos adquiridos ao longo da vida facilita a sua integração social.

O trabalho realizado com prazer é um meio de manter-se ocupado e melhorar a qualidade de vida. Formas de lazer como viajar, passear, dançar, jogar baralho, cultivar plantas, cuidar de animais, praticar exercícios e fazer artesanato proporcionam prazer e também melhoram a disposição.

Muitos idosos encontram na religião e na uma base sólida para o equilíbrio emocional e para a aceitação dos próprios limites. A prática da solidariedade e da caridade deixa as pessoas mais ativas e conscientes das realidades da vida.

A leitura e o estudo - alguns freqüentam a faculdade da terceira idade -, também são formas de atualizar-se e adquirir conhecimento, mantendo o cérebro sempre ativo.

Ao longo da vida, a pessoa precisa poupar e adquirir alguns bens que possam contribuir para sua segurança e conforto na idade avançada. Assim poderá prover sua alimentação, vestuário, transporte e assistência médica, sem depender da ajuda financeira dos filhos e parentes próximos.

A preparação para as grandes mudanças na vida decorrentes da aposentadoria e da perda de amigos e familiares é muito importante para a saúde psicológica do idoso.

A vida é um processo de aprendizagem constante, seja na infância, na idade adulta ou na velhice. O tempo produz limitações para o corpo, mas o idoso que permanecer ativo e integrado terá alegrias de forma ilimitada.

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