Quando os outros vão fazer o que dizem?

Quando os outros vão fazer o que dizem

Lá vão os executivos montanha acima isolar-se num resort para fazer um workshop sobre gerenciamento.

Por três dias eles vão debater temas vitais e anotar solenemente as questões que consideram fundamentais.

Finalmente, tendo à mão "a missão, a visão e os valores", descerão de volta ao vale, onde os empregados os esperam para receber "os mandamentos", na verdade pequenos cartões contendo os princípios essenciais que toda empresa deve adotar a partir daquele momento. Os homens vão guardá-los no bolso - e se sentarão sobre eles - e as mulheres os enfiarão em suas bolsas atulhadas.

Não muito tempo depois, ao se reunirem em torno de um bebedouro ou uma máquina de café, os empregados vão puxar seus cartões e sussurrar: Vou colocar esses valores em prática assim que os chefões fizerem isso!"

Cuidado! As coisas mais fáceis de identificar são a incoerência e a falta de integridade das pessoas: Como por exemplo, o gerente que diz: "Estou aqui para ajudá-los a alcançar suas metas pessoais", e então passa uma tremenda descompostura em um dos colaboradores na frente de todos.

Ou o executivo que afirma: "O poder agora está nas mãos de vocês. Este é nosso programa!", para acrescentar logo em seguida: "Mas, antes de fazerem qualquer coisa, falem comigo".

Ou ainda alguém da equipe que diz: "Eu valorizo os meus colegas do jeito que eles são... Mas seria tão bom se ele fossem só mais um pouquinho como eu..."

Sem falar na empresa que orgulhosamente anuncia no saguão o seu lema: "As pessoas são o nosso maior patrimônio!", mas a verba reservada ao treinamento é a última a entrar no orçamento e a primeira a ser cortada.

Então vamos voltar à pergunta de abertura deste texto: "QUANDO OS OUTROS VÃO FAZER O QUE DIZEM?". E se nós mudássemos um pouco esta pergunta, que tal: "COMO POSSO COLOCAR EM PRÁTICA OS PRINCÍPIOS QUE EU DEFENDO?"

Vamos nós mesmos tomar a iniciativa de "fazer o que dizemos", primeiro.

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