Quem procura, acha!

Quem procura acha

Você já percebeu que esta afirmação tão antiga - e ao mesmo tempo tão atual - é uma verdade que poucos são aqueles que se determinam a comprová-la? Procurar algo geralmente dá um pouco de trabalho. É cansativo e necessita de uma certa disposição para ir em busca de algo.

Nem sempre o verbo procurar quer dizer que se perdeu algo. Às vezes, procurar é simplesmente buscar algo sem necessariamente ter perdido. A busca pelo novo, diferente. A busca pelas descobertas.

Descobrir, mesmo que por um acaso, é se deparar com o que é novo e, portanto com situações, coisas, sentimentos nunca antes vivenciados.

Isto gera conflito, dúvidas, incertezas e ninguém se sente confortável no confronto com as próprias vulnerabilidades.

Se a procura é por algo conhecido, a tarefa fica um pouco mais amena, mas se é por algo que simplesmente não se sabe o que é, a procura se torna em vão. Toda energia, tempo, saúde e humor são gastos à toa e com certeza não se achará absolutamente nada, pelo contrário, a angústia por não achar o que não se sabe é capaz de alimentar buscas infinitas do nada. E tudo se torna um grande vazio, redundante.

E quando o assunto é comida? O que dizer?

É muito comum para aqueles que estão enfrentando alguns probleminhas com a balança se instalarem na frente das portas das geladeiras, armários da dispensa, fruteiras e todo arsenal que possa abrigar algum tipo de alimento e ficarem alguns segundos tentando descobrir o que querem comer.

Olha pra um, pra outro, apalpa daqui, cheira dali e não há meio de descobrir o que se quer.

Um pedacinho de torta, um golinho no refrigerante, uma mordidinha no docinho, uma lambidinha na colher, enfim, um pouquinho de tudo.

E este tudinho acaba virando NADA.

Não adianta. Simplesmente o que se procura não está claro. Fica evidente que não é comida. Então o que será? Como evitar que isto volte a acontecer?

Em primeiro lugar, não tente se enganar. Se está com vontade de comer aquela torta de limão, vá e coma. Não tente se enganar mais que duas ou três tentativas de resistência. Saboreie com todos os dedos e suspiros que couberem. Já que vai mudar um pouco o curso da proposta que seja em grande estilo! Faça disto uma grande festa em estilo Black Tie. Entretanto não se esqueça do dia seguinte, ou melhor, das próximas horas... Elas serão terríveis, torturantes e altamente derrotantes. Prepare-se para ser seu próprio "Bin Laden". Não deixe de se lembrar: LIVRE ARBÍTRIO e, por favor, deixe a história da culpa, do arrependimento, do impulso fora disto. Foi consciente e, portanto de sua inteira responsabilidade. Você sabia o que estava fazendo. Tente não responsabilizar inteiramente a bendita ANSIEDADE. Ela pode ter sua parcela de culpa, mas ser a responsável master só se você estiver sendo abduzido por forças estranhas ou entrando em surto psicótico. Não se esqueça que você tem total e irrestrito domínio sobre você; nada e nem ninguém pode mais que sua vontade, seu verdadeiro desejo.

Se na tentativa da resistência, houve um relativo êxito e você conseguiu impor sua proposta de uma maneira racional, ou seja, pensada, volte para o lugar que estava antes deste fortuito ataque e procure as respostas dentro do seu coração, da sua alma.

Vá fundo. Não tenha receio em buscar respostas altamente complicadas e intrigantes a respeito de você mesmo. Não se preocupe em se decepcionar se começar a reparar que você não é bem aquela pessoa que supunha ser, que gostaria de ser. Tem suas fraquezas, dúvidas e é capaz de não ser tão legal como achava que era. Não tenha medo em se descobrir, em saber o que realmente quer da vida. Faça o exercício da auto-análise e se prepare para encontrar o que procurava: VOCÊ.

Não há descoberta mais profunda e prazerosa na vida de uma pessoa.

Procurar ser sincero, honesto e, principalmente, amigo de você próprio. Às vezes é doloroso, mas não engorda. Pelo contrário.

Depois disto tente ir novamente parar na frente da geladeira e veja o que encontrará...

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