Sempre fui gordinha

Sempre fui gordinha

No consultório é muito comum o paciente que deseja emagrecer, estabelecer o peso que quer ficar e dizer: "Olha doutor eu nunca fui magra, sempre fui gordinha desde a infância. Então não adianta agora querer ficar muito magra".

Isto tem uma explicação científica que foi confirmada por pesquisadores do Instituto Karolinska, em Estocolmo, na Suécia, revelando que o número de células adiposas (gordurosas) é definido até os 20 anos de idade. Depois dessa idade, nada é capaz de diminuir essa quantidade.

Quando a pessoa emagrece, as células gordurosas perdem o volume, mas continuam a existir. A cada ano 10% dessas células são renovadas. Essas células novas têm propensão maior que as antigas para aumentar de tamanho, isto é, de armazenar gordura.

É do conhecimento dos interessados no assunto, que quando se emagrece após uma dieta restrita de alimentos e exercícios físicos, e logo em seguida ou mesmo depois de algum tempo, quando se exagera na alimentação e na vida sedentária, engorda-se novamente. É o que sempre escrevemos: "O corpo guarda na memória o último maior peso e tenta recuperá-lo".

Atualmente, após essa pesquisa, podemos interpretar de outra forma. As células gordurosas estavam apenas esvaziadas, portanto com menor volume, e quando cheias novamente com excesso de alimentos a pessoa apresenta-se obesa.

É um caso para se pensar também nas cirurgias de estômago e intestinos que são feitas para redução de peso. Na mesma pesquisa citada, notou-se que não houve diminuição de células gordurosas após a cirurgia e emagrecimento. Teoricamente há de se supor que as pessoas podem voltar a engordar se não fizerem dieta adequada à sua nova condição.

Esse fato também é verdade na prática. Entre meus pacientes há os que já fizeram cirurgia para redução de peso, emagreceram e depois ao abusar na sua dieta voltaram a engordar.

Comente

Últimas